Agência suspendeu a venda, distribuição e consumo de um lote específico da água mineral após confirmação de contaminação por bactéria em análises laboratoriais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote da água mineral Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras analisadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida prevê a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote afetado em todo o país.
Qual lote da água Crystal foi recolhido?
A decisão da Anvisa atinge o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, referente às garrafas de 500 ml produzidas pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO).
O produto foi fabricado em janeiro de 2026 e possui validade até janeiro de 2027.
Segundo a agência, a irregularidade foi confirmada após análises laboratoriais detectarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo que não deve estar presente em águas minerais destinadas ao consumo humano.
O resultado inicial foi validado por uma contraprova oficial, reforçando a necessidade da retirada do lote do mercado.
Como a contaminação foi descoberta?
A investigação começou após uma coleta realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal.
As amostras foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a contaminação durante os exames.
De acordo com informações apresentadas pela fabricante à Anvisa, o lote reúne aproximadamente 374 mil unidades, distribuídas principalmente no Distrito Federal, além de municípios de Goiás, Tocantins e do interior de São Paulo.
O que fazer se você comprou a água?
A orientação da Anvisa é que os consumidores verifiquem o código do lote impresso na embalagem.
Caso a garrafa pertença ao lote recolhido, a recomendação é não consumir o produto. Os clientes devem aguardar as orientações da fabricante sobre os procedimentos de troca ou reembolso.
A empresa informou que iniciou a retirada das unidades dos distribuidores e pontos de venda logo após ser comunicada pelas autoridades sanitárias.
Anvisa diz que problema é pontual
Apesar do recolhimento, a Anvisa destacou que a ocorrência está restrita ao lote identificado durante a investigação.
Até o momento, a fabricante informou que não recebeu reclamações de consumidores relacionadas ao produto afetado.
As causas da contaminação ainda estão sendo apuradas pelos órgãos responsáveis. Enquanto a investigação segue em andamento, o lote permanece proibido para comercialização e consumo em todo o território nacional.







