Músico ajudou a criar o Grupo Raça em 1985 e participou da fase de maior sucesso da banda, referência do pagode romântico no Brasil.
O cantor e percussionista Luiz Antônio Silva, conhecido pelo público como Totonho, morreu na quinta-feira (2), aos 69 anos, apenas dois dias antes de completar 70. A informação foi confirmada pelo Grupo Raça nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
Reconhecido como um dos fundadores da banda, Totonho fez parte da história do pagode brasileiro e ajudou a transformar o Grupo Raça em um dos principais nomes do gênero a partir da década de 1980.
Quem era Totonho?
Totonho participou da criação do Grupo Raça em 1985, ao lado de Marley, Marquinhos, Mongol, Ronaldinho, Valney e Carlinhos. Formado no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o grupo ganhou destaque no cenário nacional com o crescimento do pagode romântico.
O primeiro álbum foi lançado em 1987 e abriu caminho para uma trajetória marcada por sucessos como “Dona da Minha Sina”, “O Teu Chamego” e “Quem Ama”, músicas que conquistaram espaço nas rádios brasileiras e consolidaram a banda como uma das referências do gênero.
Ao longo da carreira, o Grupo Raça lançou 14 álbuns de estúdio e dois discos ao vivo.
Totonho seguia na formação da banda
Mesmo após mudanças na formação ao longo dos anos, Totonho continuava integrando o Grupo Raça como pandeirista e vocalista.
A formação atual da banda também conta com os integrantes originais Marley (ganzá e vocal) e Valnei (repique de mão e vocal), além de Leonardo Acioly (banjo e vocal), Paulinho “Beiça” (cavaquinho e vocal) e Wagner Bahia (violão e vocal).
Grupo Raça lamenta a morte do fundador
Em comunicado publicado nas redes sociais, o Grupo Raça prestou homenagem ao músico e destacou sua importância para a história da banda.
“Totonho foi muito mais que um músico; foi uma alma generosa, sorriso fácil e presença que iluminava qualquer roda. Com seu talento e alegria, fez do Grupo Raça uma referência de samba e de união, levando cultura e emoção a todos que tiveram o privilégio de ouvi-lo.”
A nota também ressaltou o impacto da perda para familiares, amigos e fãs que acompanharam a trajetória do artista ao longo de décadas.
Velório e sepultamento
O velório de Totonho está marcado para esta sexta-feira (3), às 13h, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O sepultamento está previsto para as 16h.
Com uma carreira dedicada ao samba e ao pagode, Totonho deixa um legado importante na música brasileira e permanece como um dos nomes que ajudaram a popularizar o pagode romântico em todo o país.







