Com o retorno de ‘Avenida Brasil’ à programação da TV Globo, o público revive a febre de uma das maiores novelas da teledramaturgia. Mas, para Cauã Reymond, que deu vida ao inesquecível Jorginho, o sucesso estrondoso da trama veio acompanhado de um impacto emocional profundo.
Em uma conversa sincera com Andréia Sadi na GloboNews, o ator abriu o jogo sobre sua saúde mental e revelou que precisou recorrer à terapia para conseguir lidar com o pós-novela.
A intensidade de Carminha e as memórias de infância
Durante o bate-papo, Cauã confessou que a atuação brilhante de Adriana Esteves como a icônica vilã Carminha mexia tanto com ele a ponto de lhe dar “tremiliques”. O motivo ia além da genialidade em cena: o comportamento da personagem ecoava lembranças de sua própria mãe.
“Minha mãe era um furacão, tinha muito da Carminha. Porque o barato era louco. Eu amo minha mãe, amo astrologia, mamãe era minha maior fã. Meu irmão mais novo não gostava de assistir. Mexia com a gente”, desabafou o ator.
O preço do sucesso e a busca por ajuda
Foi justamente essa forte carga emocional, somada à pressão do maior sucesso de sua carreira até então, que o levou a buscar apoio profissional.
“Fiz análise durante muito tempo pra resolver a novela, pós-novela. O maior sucesso da minha carreira até então, mas a Adriana ia a lugares que eu falava: ‘Mano, dava até tremilique’. E acho que, de alguma maneira, elas talvez sentissem, mas foi uma novela que mexeu muito comigo”, explicou.
Bem-humorado e reflexivo, Cauã ainda fez uma autoanálise sobre sua vida pessoal e a relação com figuras maternas ao longo da juventude: “Eu namorava meninas mais velhas: tinha 16 [anos] e uma namorada de 20; com 17, uma de 24; e com 22, uma de 29. Acho que tava procurando uma mãe, Freud explica. Eu era muito sedutor quando criança…”, concluiu.







