Atriz precisou ser internada após quadro evoluir sem sintomas evidentes; especialista explica os riscos da infecção urinária assintomática
A atriz Carolina Dieckmann chamou a atenção dos fãs ao revelar que precisou ser internada após desenvolver uma infecção no rim esquerdo. O caso trouxe à tona um problema de saúde que pode evoluir de forma silenciosa: a infecção urinária assintomática.
Segundo a artista, a infecção avançou sem apresentar sinais claros até atingir os rins, resultando em uma pielonefrite, condição considerada mais grave e que exigiu tratamento hospitalar com antibióticos intravenosos.
O episódio serve de alerta porque muitas pessoas associam infecção urinária apenas a sintomas como ardência ao urinar, dor ou aumento da frequência urinária. No entanto, especialistas explicam que nem sempre esses sinais aparecem.
O que é a infecção urinária assintomática?
De acordo com o urologista Dr. Nelson Batezini, a infecção urinária assintomática ocorre quando há presença de bactérias na urina sem que o paciente perceba sintomas típicos da doença.
Por não causar desconfortos evidentes, o problema pode permanecer sem diagnóstico por dias ou até semanas. Em muitos casos, a condição só é identificada durante exames de rotina ou quando já evoluiu para quadros mais complexos.
Embora nem toda infecção assintomática represente um risco imediato, a falta de diagnóstico pode favorecer a progressão da doença para outras partes do sistema urinário.
Quando a infecção atinge os rins
O maior perigo surge quando as bactérias conseguem chegar aos rins. Nessa fase, ocorre a chamada Pielonefrite, uma infecção que pode causar complicações importantes e exigir internação.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre alta;
- Calafrios;
- Náuseas e vômitos;
- Mal-estar intenso;
- Dor na região lombar.
Dependendo da gravidade do quadro, o tratamento pode incluir antibióticos aplicados diretamente na veia e acompanhamento hospitalar.
Foi justamente esse tipo de complicação que levou Carolina Dieckmann a permanecer internada por vários dias para controlar a infecção e evitar consequências mais graves.
Quem tem mais risco de desenvolver infecção urinária?
Segundo especialistas, as mulheres apresentam maior predisposição às infecções urinárias devido a fatores anatômicos. No entanto, homens também podem ser afetados.
Algumas condições aumentam o risco da doença, como:
- Baixa ingestão de água;
- Hábito de segurar a urina por longos períodos;
- Diabetes;
- Alterações anatômicas do trato urinário;
- Histórico frequente de infecções urinárias.
Como prevenir infecções urinárias
Apesar de comuns, muitos casos podem ser evitados com medidas simples no dia a dia.
Entre as principais recomendações estão:
- Manter uma boa hidratação;
- Urinar sempre que houver vontade;
- Evitar longos períodos sem ir ao banheiro;
- Procurar avaliação médica diante de alterações urinárias;
- Fazer acompanhamento adequado em casos recorrentes.
O caso de Carolina Dieckmann reforça a importância de não ignorar sinais do organismo e de manter os exames de rotina em dia. Mesmo sem sintomas aparentes, uma infecção urinária pode evoluir silenciosamente e atingir órgãos importantes, como os rins.







