Influenciadora afirma que programa ‘As Patroas’ tinha como objetivo provocar debate sobre a precarização do trabalho e nega que funcionários tenham sido expostos de forma involuntária.
A influenciadora Viih Tube voltou a falar sobre a polêmica envolvendo o reality “As Patroas”, que passou a ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após repercussão nas redes sociais. Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (3), a ex-BBB afirmou que o projeto foi criado para promover uma reflexão sobre a escala 6×1 e a precarização das relações de trabalho, e não para humilhar seus funcionários.
Segundo Viih, a repercussão negativa foi muito maior do que ela imaginava.
“Meu Deus do céu, a proporção que tomou, estou mega-assustada. A nossa intenção era, sim, chamar a atenção para falar do fim da escala 6×1. Nós somos contra. Porém, não imaginava o tamanho da proporção que tomou”, declarou.
Reality foi planejado para gerar debate
De acordo com a influenciadora, a estreia do reality foi programada para coincidir com o período em que o Senado discutia propostas relacionadas à jornada de trabalho 6×1.
Ela afirmou que toda a narrativa já havia sido definida e que o segundo episódio explicaria o contexto das cenas exibidas no primeiro capítulo.
“Tinha um enredo, tinha um porquê, era tudo combinado. A gente imaginou que 72 horas era tempo suficiente para as pessoas estranharem algumas situações do primeiro episódio e, depois, entenderem a mensagem.”
Viih também disse acreditar que seu público compreenderia a proposta desde o início por conhecer sua relação com os funcionários.
Primeiro episódio gerou críticas nas redes
A repercussão começou após a exibição de um desafio em que funcionários precisavam procurar moedas espalhadas pela casa, inclusive dentro de um vaso sanitário e de uma lixeira de banheiro.
As imagens foram amplamente criticadas nas redes sociais e geraram acusações de humilhação e exploração dos participantes. Diante da reação do público, o primeiro episódio acabou sendo retirado das plataformas digitais.
Segundo Viih Tube, o segundo capítulo serviria justamente para aprofundar a discussão.
“Nesse episódio, a gente traz duas críticas sociais: à precarização do trabalho, que foi o que a gente postou no primeiro episódio, e à escala 6×1.”
Funcionários participaram de forma voluntária, diz influenciadora
Outro ponto abordado por Viih foi a participação dos funcionários no reality. Ela afirmou que ninguém foi obrigado a integrar a produção.
Segundo a influenciadora, todos receberam um convite, assinaram contratos específicos para a produção audiovisual e foram remunerados pela participação, independentemente das atividades exercidas na residência.
“Elas não foram obrigadas a participar. Foi feito um convite e topou quem quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho, recebendo um salário pela participação no reality, como acontece em uma produção audiovisual.”
MPT investiga possíveis irregularidades
O caso passou a ser analisado pelo Ministério Público do Trabalho após uma representação apresentada pela deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP).
Entre os pontos que serão apurados estão o uso da imagem dos funcionários, a realização das provas durante a rotina de trabalho e a possível ocorrência de violações à legislação trabalhista.
A investigação segue em andamento, e até o momento o MPT não divulgou conclusões sobre o caso.







