A proposta do ex-presidente Donald Trump de substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo FIFA 2026 não avançou. A FIFA rejeitou a ideia, que também foi mal recebida pelo governo italiano.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a sugestão foi considerada fora da realidade esportiva e sem base nos critérios oficiais de classificação.
Por que a troca não faz sentido?
No sistema atual da Copa, vagas não são distribuídas por decisão política. Elas seguem critérios técnicos definidos em campo.
Caso o Irã não pudesse disputar o torneio, a substituição deveria respeitar a ordem das eliminatórias. Nesse cenário, quem teria prioridade seria os Emirados Árabes Unidos, que ficaram bem posicionados na repescagem asiática — e não a Itália.
Ou seja, a entrada dos italianos não teria respaldo nas regras da competição.
Itália também rejeitou a proposta
A reação na Itália foi direta. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, classificou a ideia como “intempestiva e inviável”.
Já o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, foi ainda mais duro e chamou a sugestão de “vergonhosa”.
Fifa reforça presença do Irã
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também deixou claro que a seleção iraniana está confirmada no torneio.
Segundo ele, o time conquistou a vaga de forma legítima dentro de campo e deve participar normalmente. “Eles se classificaram e representam seu povo”, afirmou.
Debate sem impacto prático
Apesar da repercussão, a sugestão não tem efeito real no planejamento da Copa do Mundo. A participação das seleções segue regras rígidas, baseadas em desempenho esportivo — e não em decisões externas.
No fim das contas, o episódio reforça um ponto básico do futebol: vaga em Mundial se conquista jogando, não no discurso.







