Jornalista contou que passou dias na UTI após complicações de uma cirurgia; especialista explica sintomas e importância do diagnóstico precoce
O jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, revelou que foi diagnosticado com câncer no intestino e chegou a ficar internado na UTI após complicações cirúrgicas. O relato emocionou o público e acendeu um alerta sobre o câncer colorretal, um dos tipos que mais causam mortes no Brasil.
A revelação aconteceu durante uma entrevista com o cantor Zeca Baleiro em seu próprio programa. Segundo Chico, a ideia inicial era manter o assunto em sigilo, mas o momento acabou levando o jornalista a abrir o coração.
“Descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo”, contou.
Chico Pinheiro ficou internado após complicações
O ex-apresentador do Bom Dia Brasil explicou que a cirurgia parecia simples no início. A expectativa era receber alta poucos dias depois do procedimento.
No entanto, o quadro mudou após uma complicação intestinal no pós-operatório.
“Teve uma aderência intestinal e teve que abrir e operar. E eu passei uns belos dias na UTI”, revelou.
Durante a recuperação, Chico contou que encontrou apoio emocional nas músicas de Zeca Baleiro.
“A coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Ouvia e chorava”, disse o jornalista.
Que tipo de câncer Chico Pinheiro tem?
Chico Pinheiro foi diagnosticado com câncer no intestino, também conhecido como câncer colorretal. A doença afeta o intestino grosso e o reto e costuma se desenvolver de forma silenciosa, principalmente nas fases iniciais.
Segundo o cirurgião oncológico Dr. Matheus Abreu, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.
“O câncer de intestino é uma doença que, na maioria das vezes, se desenvolve de forma silenciosa. Quando identificado ainda no início, as chances de tratamento curativo são muito maiores”, explicou o médico.
Sintomas do câncer no intestino
Especialistas alertam que alguns sinais não devem ser ignorados. Entre os principais sintomas do câncer colorretal estão:
- sangue nas fezes;
- alteração persistente do hábito intestinal;
- dores abdominais frequentes;
- perda de peso sem explicação;
- anemia;
- sensação constante de cansaço.
O médico ainda destacou que a doença tem aparecido cada vez mais em pacientes jovens, fora da faixa etária considerada tradicional para rastreamento.
Diagnóstico precoce ajuda a reduzir mortalidade
De acordo com o especialista, exames como a colonoscopia são essenciais para identificar tumores ainda em estágio inicial e até pólipos que podem evoluir para câncer futuramente.
Além da cirurgia, o tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia e acompanhamento contínuo, dependendo do estágio da doença.
O médico também reforçou que hábitos do dia a dia influenciam diretamente no risco de desenvolver câncer no intestino.
“Alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool estão diretamente relacionados ao aumento do risco da doença”, alertou.







