Doença avança no leste da República Democrática do Congo e autoridades monitoram mais de 500 casos suspeitos
O surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo já deixou 131 mortos, segundo dados divulgados por autoridades de saúde locais. O avanço acelerado da doença aumentou o alerta internacional e mobilizou a Organização Mundial da Saúde.
Nas últimas 24 horas, 26 mortes suspeitas foram registradas, reforçando a preocupação com a velocidade de disseminação do vírus na região.
Mais de 500 casos suspeitos são investigados
De acordo com os dados oficiais, o Congo já contabiliza mais de 500 casos suspeitos de Ebola e pelo menos 33 confirmações laboratoriais.
Além disso, dois casos também foram confirmados em Uganda, o que ampliou a atenção das autoridades sanitárias internacionais sobre o risco de propagação para outros países.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar preocupado com a escala do surto, principalmente porque o vírus atingiu áreas urbanas e profissionais da saúde.
Variante rara do Ebola aumenta preocupação
O atual surto é causado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada mais rara e menos conhecida pelas autoridades médicas.
Especialistas apontam que ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados para esse subtipo, o que dificulta o controle da doença. A cepa possui taxa de mortalidade estimada em cerca de 30%.
Outro fator que preocupa é que o vírus circulou durante semanas sem ser detectado em áreas afetadas por conflitos armados e dificuldades de acesso, dificultando ações de diagnóstico e isolamento.
OMS faz alerta sobre fechamento de fronteiras
Apesar do cenário grave, a Organização Mundial da Saúde orientou que países não fechem fronteiras.
Segundo a entidade, restrições rígidas podem estimular travessias informais sem fiscalização sanitária, aumentando o risco de disseminação do vírus.
A recomendação atual é reforçar medidas de vigilância, rastreamento de contatos e fortalecimento dos sistemas de saúde locais.
O Congo já enfrentou um dos maiores surtos de Ebola da história recente entre 2018 e 2020, quando cerca de 2.300 pessoas morreram na região leste do país.







