Profissionais de saúde de Kampala estão entre os pacientes; autoridades intensificam rastreamento de contatos
O governo de Uganda confirmou mais dois casos de Ebola nesta segunda-feira (25), elevando para sete o total de infecções registradas no país desde o início do atual surto.
Segundo o Ministério da Saúde ugandês, os novos pacientes são profissionais de saúde que atuam em uma unidade privada na capital Kampala. Ambos estão internados em centros especializados para tratamento da doença.
Autoridades monitoram contatos dos pacientes
Após a confirmação dos casos, equipes de vigilância epidemiológica iniciaram o rastreamento de pessoas que tiveram contato com os infectados.
O objetivo é conter a transmissão do vírus e evitar o avanço do surto no país.
As autoridades sanitárias seguem monitorando profissionais da saúde, familiares e demais pessoas que possam ter sido expostas ao vírus.
Surto no Congo aumenta preocupação internacional
O avanço da doença em Uganda acontece em meio ao surto da cepa Bundibugyo do ebola na Democratic Republic of the Congo, país que faz fronteira com Uganda e concentra o maior número de casos registrados atualmente.
A World Health Organization classificou a situação como emergência de saúde pública de interesse internacional.
De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o atual surto já soma mais de 900 casos suspeitos, incluindo 101 confirmações laboratoriais.
O que é o ebola?
O Ebola é uma doença viral grave com alta taxa de mortalidade. O vírus é considerado uma zoonose, tendo como principal reservatório os morcegos.
A transmissão para humanos pode acontecer por contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas e morcegos.
Depois disso, o vírus pode se espalhar entre pessoas por meio do contato direto com fluidos corporais de indivíduos contaminados.
A doença foi identificada pela primeira vez em 1976, em surtos ocorridos próximos ao Rio Ebola, região localizada entre o Sudão e a atual Democratic Republic of the Congo.
Por causa da alta letalidade e da dificuldade de contenção em algumas regiões, o ebola é considerado uma das doenças mais graves da África subsaariana.







