Café, carne bovina, petróleo e peças de aeronaves estão entre os itens que devem ficar fora da nova tarifa proposta pelo governo americano
O governo do presidente Donald Trump anunciou uma proposta para aplicar uma tarifa de 25% sobre diversas importações brasileiras. Apesar da medida, uma série de produtos estratégicos do Brasil ficou de fora da lista inicial de taxação apresentada pelo United States Trade Representative (USTR).
A proposta foi divulgada na noite de segunda-feira (1º) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, utilizada para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.
Quais produtos brasileiros estão isentos da tarifa?
Entre os principais itens que devem permanecer livres da cobrança adicional de 25% estão:
- Carne bovina;
- Café;
- Frutas;
- Nozes;
- Especiarias;
- Petróleo bruto e derivados;
- Minérios metálicos;
- Terras raras;
- Aeronaves e peças de aeronaves;
- Fertilizantes;
- Compostos farmacêuticos;
- Produtos químicos orgânicos.
Segundo o USTR, a lista de exceções contempla produtos considerados estratégicos para a economia americana ou cuja taxação poderia gerar impactos relevantes para consumidores e setores produtivos dos Estados Unidos.
Por que os EUA querem aplicar a tarifa?
A investigação americana analisou temas como:
- Comércio digital;
- Serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix;
- Tarifas preferenciais;
- Proteção à propriedade intelectual;
- Combate à corrupção;
- Acesso ao mercado de etanol;
- Desmatamento ilegal.
O governo americano concluiu que algumas políticas brasileiras seriam “irrazoáveis” e poderiam restringir ou prejudicar o comércio dos Estados Unidos, justificando a proposta de novas tarifas.
Quando a decisão será tomada?
A medida ainda não entrou em vigor. O governo dos EUA abriu uma consulta pública para receber manifestações até 1º de julho. Uma audiência está marcada para 6 de julho, e a decisão final poderá ser anunciada até 15 de julho.
Enquanto isso, autoridades brasileiras e norte-americanas seguem negociando para tentar reduzir as divergências comerciais apontadas pela investigação.







