Especialistas apontam alta probabilidade de retorno do El Niño em 2026, mas intensidade ainda é incerta
A possibilidade de um novo e intenso episódio do fenômeno climático El Niño tem gerado preocupação entre especialistas e internautas. Nos últimos dias, publicações sobre um possível “Super El Niño” viralizaram nas redes sociais, levando muitos usuários a expressarem receio sobre os impactos que o evento pode causar no Brasil e no restante do mundo.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial, há cerca de 80% de chance de o El Niño se desenvolver entre junho e agosto de 2026 e mais de 90% de probabilidade de permanecer ativo até o fim do ano.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera os padrões atmosféricos globais, influenciando a distribuição de chuvas, temperaturas e eventos extremos em diversas regiões do planeta.
No Brasil, os efeitos costumam variar de acordo com a região. Enquanto o Sul pode registrar chuvas acima da média e maior risco de enchentes, áreas do Norte e Nordeste frequentemente enfrentam períodos mais secos e temperaturas elevadas.
Existe mesmo um “Super El Niño”?
Apesar da expressão ter ganhado força nas redes sociais, especialistas destacam que “Super El Niño” não é uma classificação oficial utilizada pelos principais órgãos meteorológicos. O termo costuma ser empregado informalmente para descrever eventos extremamente fortes, como os registrados em 1982-83, 1997-98 e 2015-16.
As projeções atuais indicam que o fenômeno pode atingir intensidade moderada ou forte, mas ainda há incerteza sobre sua magnitude final.
Possíveis impactos preocupam especialistas
Caso o El Niño se fortaleça nos próximos meses, os efeitos podem incluir ondas de calor mais intensas, secas prolongadas em algumas regiões, aumento de eventos de chuva extrema em outras áreas e impactos na produção agrícola global. Especialistas também alertam para possíveis reflexos nos preços dos alimentos e da energia.
A WMO destaca que o fenômeno pode intensificar os efeitos já observados das mudanças climáticas, elevando ainda mais as temperaturas globais e aumentando a frequência de eventos climáticos extremos.
Reação nas redes sociais
Com a divulgação das novas projeções climáticas, muitos internautas demonstraram preocupação, especialmente moradores de regiões afetadas por enchentes e eventos extremos nos últimos anos.
Mensagens cobrando medidas de prevenção, proteção ambiental e ações contra as mudanças climáticas passaram a circular amplamente nas plataformas digitais, refletindo o receio de que novos episódios severos possam ocorrer nos próximos meses.
Embora os cientistas recomendem atenção e planejamento, eles ressaltam que ainda não é possível afirmar que um evento de intensidade histórica seja inevitável. O consenso atual é que o El Niño tem grandes chances de retornar em 2026, mas sua força exata continuará sendo monitorada ao longo dos próximos meses.







