Mulher de 41 anos é investigada após três filhos, incluindo um bebê de cinco meses, apresentarem sinais de intoxicação por medicamento de uso controlado no interior de São Paulo.
Uma mulher de 41 anos foi presa em flagrante, suspeita de administrar clonazepam, um medicamento de uso controlado, aos três filhos para fazê-los dormir. O caso aconteceu em Taiaçu, no interior de São Paulo. Apesar da prisão, ela foi colocada em liberdade provisória após passar por audiência de custódia.
Segundo o boletim de ocorrência, as vítimas têm 5 meses, 3 anos e 15 anos. O adolescente possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Bebê foi levado à emergência em estado de sonolência
As crianças foram encaminhadas a um pronto-socorro por uma amiga da suspeita. O caso mais grave foi o do bebê de cinco meses, que chegou à unidade de saúde com intensa sonolência e precisou permanecer em observação na sala de emergência.
O adolescente também apresentava sonolência, mas em estado menos preocupante. Já a criança de 3 anos estava em melhores condições clínicas.
Ainda de acordo com o registro policial, a amiga informou aos profissionais de saúde que a mãe poderia ter medicado os filhos com o remédio. Diante da suspeita, a equipe médica acionou o Conselho Tutelar, que comunicou a Guarda Civil Municipal (GCM).
Suspeita apresentou versões diferentes
Durante a abordagem, a mulher teria apresentado versões contraditórias sobre o ocorrido. Em um primeiro momento, afirmou que o marido poderia ter dado o medicamento às crianças. Depois, declarou que a criança de 3 anos poderia ter ingerido o remédio sozinha.
Na casa da família, os agentes encontraram uma cartela de clonazepam. Conforme a ocorrência, 11 comprimidos já haviam sido consumidos, enquanto outros 19 permaneciam na embalagem.
Exames vão confirmar ingestão do medicamento
As três vítimas passaram por coleta de material para exames toxicológicos, que deverão confirmar se houve ingestão do medicamento de uso controlado.
Segundo os agentes que atenderam a ocorrência, a mulher demonstrava frieza durante a abordagem, sem sinais aparentes de preocupação com o estado de saúde dos filhos.
Após receberem atendimento médico, as crianças ficaram sob os cuidados de uma tia paterna. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da suspeita de administração do medicamento.







