Disputa bilionária por possível violação das leis antitruste nos Estados Unidos pode custar mais de US$ 1,5 bilhão à Paramount antes mesmo da decisão final.
O processo que pode definir o futuro da fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery ganhou um novo capítulo. A Justiça dos Estados Unidos marcou para março de 2027 o início do julgamento da ação movida por 12 estados americanos que tentam impedir a união das duas gigantes do entretenimento.
A decisão representa um revés para as empresas, que defendiam que o julgamento acontecesse ainda em novembro de 2026.
Julgamento pode gerar custo bilionário para a Paramount
O adiamento também traz consequências financeiras para a Paramount. A partir de 1º de outubro, a companhia deverá pagar cerca de US$ 7 milhões por dia aos acionistas da Warner Bros. Discovery até que a fusão seja concluída.
Com o cronograma definido pela Justiça, o custo pode ultrapassar US$ 1,5 bilhão, dependendo do tempo necessário para a decisão final sobre o caso antitruste.
Além disso, existe outra preocupação. Se a fusão não for concluída até junho de 2027, a Warner Bros. Discovery poderá desistir do acordo e exigir o pagamento de uma multa de US$ 7 bilhões, conforme previsto no contrato.
Paramount defende legalidade da fusão
Em nota oficial, a Paramount afirmou que respeita a decisão da Justiça, mas continua confiante de que conseguirá comprovar a legalidade da operação.
A empresa sustenta que a fusão é pró-competitiva, não viola as leis antitruste e pode trazer benefícios tanto para o mercado audiovisual quanto para consumidores e profissionais da indústria criativa.
Segundo a companhia, o processo não possui fundamentos sólidos do ponto de vista jurídico ou econômico.
Como será o julgamento
O julgamento está previsto para ocorrer entre 2 e 19 de março de 2027, com duração de 12 dias. As audiências acontecerão diariamente, e uma conferência final será realizada em fevereiro do mesmo ano.
Após essa etapa, as duas partes deverão apresentar os documentos finais antes da decisão da Justiça.
Fusão enfrenta outras ações judiciais
Além da ação apresentada por 12 estados americanos, a negociação entre Paramount e Warner Bros. Discovery também é alvo de processos movidos pelo Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos (WGA) e por acionistas da Paramount.
Em meio à disputa, o executivo David Ellison afirmou, em artigo publicado no The New York Times, que o caso ganhou contornos políticos. Segundo ele, parte dos estados estaria interessada em impedir que sua gestão assuma o controle da CNN, empresa que faz parte dos ativos envolvidos na operação.
O desfecho do julgamento poderá definir não apenas o futuro da fusão bilionária, mas também provocar impactos significativos no mercado global de mídia e entretenimento.







