A fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery teve mais um capítulo nesta quinta-feira (24). A juíza Araceli Martínez-Olguín aceitou uma moção de emergência apresentada pelo grupo Block the Merger pouco antes da audiência que analisaria o acordo firmado entre a Paramount e procuradores-gerais dos Estados Unidos.
Com a decisão, as partes envolvidas têm até 0h01 desta sexta-feira (25) para cumprir as exigências relacionadas ao acordo no processo antitruste envolvendo a compra da Warner Bros. Discovery.
Organizações criticam acordo da Paramount
Cinco organizações se manifestaram contra os termos apresentados: Free Press, Committee for the First Amendment, Freedom of the Press Foundation, Future Film Coalition e International Documentary Association.
Em nota conjunta, as entidades afirmaram que o decreto é “fraco, inexequível e deixa trabalhadores, jornalistas e consumidores para trás”.
Jessica J. González, co-CEO da Free Press, declarou que o acordo “nos deixa na mão” e avaliou que a decisão judicial abre espaço para que o público seja ouvido.
Mara Verheyden-Hilliard, advogada da Primeira Emenda, também criticou os termos. Segundo ela, o decreto “não beneficia ninguém além da família proprietária da Paramount e daqueles que usarão a consolidação como força para suprimir expressões indesejadas”.
O que prevê o acordo da fusão Paramount-Warner?
Fechado na segunda-feira (21), o acordo estabelece uma série de compromissos válidos por cinco anos. Entre eles está o lançamento de 30 filmes por ano. O descumprimento dessa condição poderia levar à venda da participação na Miramax e ao pagamento de US$ 30 milhões para um fundo sindical.
A Paramount também se comprometeu a investir US$ 1,5 bilhão adicionais por ano em produções realizadas nos Estados Unidos.
Outro ponto envolve a independência editorial da CNN e da CBS News. O acordo prevê a manutenção de um painel de jornalistas com a função de preservar a autonomia editorial das duas operações jornalísticas.
As organizações que contestam a fusão, no entanto, argumentam que as medidas são insuficientes. Entre as críticas estão a ausência de uma obrigação de desinvestimentos e a falta de garantias específicas de gastos na Califórnia.
Paramount enfrenta pressão para concluir a operação
O prazo para a conclusão da compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount também adiciona pressão financeira à negociação.
A partir de 1º de outubro, a Paramount deverá começar a pagar uma taxa diária de milhões de dólares aos acionistas da Warner Bros. Discovery por cada dia em que a fusão permanecer sem conclusão.







