Ícone da era bebop, músico norte-americano marcou gerações com improvisos históricos e álbuns clássicos do jazz
O saxofonista norte-americano Sonny Rollins morreu aos 95 anos em sua casa, localizada em Woodstock, no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por sua agente, Terri Hinte. Considerado um dos maiores nomes da história do jazz, o artista ficou conhecido mundialmente pela técnica refinada, improvisação única e capacidade constante de reinventar sua música.
Chamado por muitos de “colosso do saxofone”, Rollins construiu uma carreira que atravessou gerações e ajudou a moldar o jazz moderno.
De Harlem para o mundo
Nascido Theodore Walter Rollins em 7 de setembro de 1930, no bairro do Harlem, em Nova York, o músico foi um dos últimos grandes representantes vivos da era bebop — movimento que revolucionou o jazz nas décadas de 1940 e 1950.
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Sonny Rollins dividiu palco e estúdio com gigantes da música como Miles Davis, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, John Coltrane, Thelonious Monk e Art Blakey — nomes fundamentais para a consolidação do gênero no século XX.
Álbuns históricos e legado no jazz
Com mais de 60 discos lançados como artista principal, Rollins deixou uma discografia considerada essencial para fãs e estudiosos do jazz.
Entre os trabalhos mais celebrados estão os álbuns Saxophone Colossus, The Bridge, Way Out West e A Night at the Village Vanguard.
O clássico Saxophone Colossus, lançado em 1957, entrou em 2017 para o Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, reconhecimento destinado a obras de enorme relevância cultural e histórica.
Prêmios e reconhecimento internacional
Durante sua trajetória, Sonny Rollins recebeu algumas das principais honrarias da música norte-americana. Em 2010, foi condecorado com a Medalha Nacional das Artes pelo então presidente Barack Obama.
No ano seguinte, também foi homenageado pelo Kennedy Center. Já no Grammy Awards, venceu categorias importantes, incluindo melhor álbum instrumental de jazz em 2001, com This Is What I Do.
Problemas de saúde afastaram músico dos palcos
Nos últimos anos, o saxofonista enfrentava problemas respiratórios, incluindo fibrose pulmonar. Ele estava longe das turnês desde 2012, mas seguia sendo reverenciado como uma das maiores referências da música instrumental.
Após a confirmação da morte, voltou a circular uma declaração feita pelo artista em 2009, na qual afirmava acreditar que a criatividade e a arte continuam existindo além da vida física.
Participação com Rolling Stones e influência além do jazz
Além de revolucionar o jazz, Sonny Rollins também dialogou com outros estilos musicais, incluindo funk e R&B. No cinema, assinou a trilha sonora do filme Alfie, estrelado por Michael Caine.
No rock, participou do álbum Tattoo You, da banda The Rolling Stones, tocando na faixa “Waiting on a Friend”.
Sonny Rollins deixa um legado que atravessa décadas e segue influenciando músicos ao redor do mundo. Considerado um dos pilares do jazz moderno, seu nome permanece eternizado na história da música.







