Deputada pede investigação sobre o reality “As Patroas”, criado por Viih Tube e Eliezer, por suspeitas de possíveis irregularidades trabalhistas.
A polêmica envolvendo o reality “As Patroas”, idealizado por Viih Tube e Eliezer, ganhou um novo capítulo. A deputada estadual Ediane Maria Nascimento (PSOL-SP) protocolou uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo pedindo a investigação do programa por possíveis irregularidades nas relações de trabalho com os funcionários que participaram da atração.
O pedido foi apresentado após a forte repercussão negativa do reality, que acabou sendo retirado das redes sociais. A parlamentar solicita que o MPT analise se houve violação de direitos trabalhistas e, caso sejam identificadas irregularidades, determine a suspensão definitiva do projeto.
O que motivou a representação?
No documento encaminhado ao Ministério Público do Trabalho, a deputada afirma que o formato do reality pode configurar assédio moral organizacional.
Segundo a representação, embora Viih Tube e Eliezer tenham informado que a participação dos funcionários foi voluntária, não há comprovação formal desse consentimento. Também são levantadas dúvidas sobre o pagamento de horas extras durante as gravações.
Outro ponto questionado é o uso da imagem dos empregados em conteúdos publicados em plataformas monetizadas, como o YouTube. A parlamentar quer saber se houve contrato específico autorizando essa utilização e se os participantes receberam remuneração adequada pela exposição.
Além disso, a representação pede esclarecimentos sobre a legalidade dos prêmios oferecidos durante a competição, incluindo dinheiro e motocicletas.
Benefícios ligados ao trabalho também foram questionados
O documento destaca ainda que algumas recompensas anunciadas estavam relacionadas à rotina profissional dos funcionários, como a possibilidade de entrar mais tarde no expediente.
Na avaliação da deputada, esse tipo de benefício não deveria ser tratado como prêmio de um reality, mas como um direito trabalhista quando houver alterações na jornada de trabalho.
Funcionárias saíram em defesa de Viih Tube e Eliezer
Antes mesmo da representação ser protocolada, as funcionárias que participaram do reality gravaram um vídeo para defender Viih Tube e Eliezer das críticas recebidas nas redes sociais.
Segundo elas, ninguém foi obrigado a participar da competição e todas aceitaram o convite de forma voluntária.
“A gente trabalha feliz aqui, a gente ama o que faz, a gente ama os nossos patrões. Somos bem cuidadas, somos bem tratadas. E agora vocês querem cancelar o nosso reality?”, declarou uma das participantes.
Outra funcionária reforçou que todas concordaram com o projeto antes do início das gravações.
“Nós não fomos obrigadas a fazer nada que a gente não quisesse. Foi tudo conversado certinho e nós aceitamos participar”, afirmou.
Até o momento, o Ministério Público do Trabalho ainda não informou se abrirá uma investigação formal sobre o caso envolvendo o reality “As Patroas”.







