Um novo aplicativo tem chamado atenção ao usar tecnologia para reforçar a segurança em encontros. O Puft.ai utiliza inteligência artificial para consultar dados públicos e gerar relatórios sobre antecedentes — proposta que ganha força diante do aumento da violência contra mulheres no Brasil.
Como o app funciona
A ferramenta permite buscas a partir de informações básicas, como nome completo ou CPF. A partir disso, o sistema cruza dados disponíveis em bases públicas e apresenta um relatório com possíveis processos judiciais, registros e até vínculos empresariais.
A ideia é simples: reunir em um só lugar informações que já são públicas, mas que nem sempre são fáceis de acessar no dia a dia.
Contexto de aumento da violência
O lançamento surge em um cenário preocupante. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o país registrou, no último ano, o maior número de feminicídios da década.
Foram 1.568 mulheres assassinadas — um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Esse contexto foi um dos principais motivadores para o desenvolvimento da ferramenta.
Segurança x privacidade
Os criadores do aplicativo afirmam que o sistema respeita os limites legais e não acessa informações protegidas por sigilo judicial. Apenas dados públicos entram nos relatórios.
Ainda assim, o uso de apps desse tipo levanta discussões importantes sobre privacidade, uso de dados e possíveis interpretações equivocadas das informações.
Tecnologia como aliada
A proposta do Puft.ai é funcionar como um recurso extra de proteção, principalmente em situações de maior vulnerabilidade, como encontros com pessoas desconhecidas.
Mais do que substituir o bom senso, a ferramenta entra como apoio na tomada de decisão — um reflexo de como a tecnologia vem sendo usada para enfrentar problemas sociais complexos, como a violência de gênero.







