Influenciadora segue presa após audiência de custódia manter decisão da Justiça em São Paulo
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra teve o pedido de habeas corpus negado pela Justiça após ser presa durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.
A decisão aconteceu depois da audiência de custódia realizada na quinta-feira (21), na Vara das Garantias de Osasco, em São Paulo. Segundo o entendimento da Justiça, não foram encontradas irregularidades no cumprimento do mandado de prisão.
Deolane falou rapidamente com jornalistas
Antes de ser encaminhada ao sistema prisional, Deolane deixou o Palácio da Polícia, no centro de São Paulo, sob escolta policial.
Ao ser questionada por jornalistas sobre o caso, a influenciadora respondeu de forma breve:
“A Justiça será feita.”
Em outro momento, ela foi perguntada sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o nome de Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital. Sem parar para entrevistas, Deolane rebateu:
“Trabalhando.”
Defesa citou decisões do STF e STJ
De acordo com informações do processo, os advogados da influenciadora usaram como argumento decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça relacionadas a prisões preventivas de mulheres com filhos menores de 12 anos.
A defesa apresentou documentos envolvendo a filha caçula de Deolane, Valentina, para tentar reverter a prisão.
Em nota oficial, os advogados afirmaram que a influenciadora é inocente e classificaram as medidas adotadas pela Justiça como desproporcionais.
A defesa também declarou que seguirá colaborando com as investigações para comprovar a legalidade das atividades exercidas por Deolane como advogada.
Operação investiga esquema ligado ao PCC
Segundo as investigações, a prisão ocorreu durante a Operação Vérnix, ação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
As autoridades afirmam que valores milionários eram movimentados por meio de contas de terceiros e empresas associadas aos investigados.
Ainda conforme a investigação, Deolane passou a ser monitorada após movimentações financeiras consideradas incompatíveis com o patrimônio declarado, além de supostos vínculos com pessoas investigadas no esquema.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público paulista.







