O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a ser internado com urgência nesta terça-feira (16), em Brasília, após apresentar um agravamento repentino de sintomas que já haviam sido relatados anteriormente: soluços persistentes, vômitos intensos, queda de pressão e dificuldade respiratória.
O episódio, descrito como “angustiante” por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, reacendeu preocupações sobre a saúde do ex-mandatário, que já enfrentou diversos episódios médicos desde a facada sofrida em 2018. A crise desta semana chamou a atenção não apenas pela intensidade dos sintomas, mas pela recorrência.
Bolsonaro já foi internado outras vezes com queixas similares, principalmente soluços contínuos e problemas intestinais, frequentemente associados às sequelas das múltiplas cirurgias que realizou após o atentado em Juiz de Fora.
Em 2021, por exemplo, ele chegou a relatar que passou mais de dez dias com soluços ininterruptos, o que, segundo especialistas, pode estar ligado a alterações no nervo frênico ou ao uso de medicamentos que afetam o sistema digestivo e respiratório.
Segundo o médico Claudio Birolini, responsável pelo atendimento, a internação foi motivada por um quadro de mal-estar súbito, queda de pressão arterial e episódios de vômito, exigindo exames e monitoramento contínuo. O ex-presidente foi levado ao Hospital DF Star, onde segue em observação. Michelle Bolsonaro, que estava presente no momento da crise, foi fundamental para o atendimento emergencial.
Apesar de seu estado ter sido estabilizado, fontes próximas afirmam que Bolsonaro segue visivelmente abatido, com sinais de desidratação acentuada. A internação ocorre enquanto ele cumpre prisão domiciliar, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que reforça o clima de tensão e atenção sobre sua situação jurídica e médica.
Diagnóstico de câncer de Bolsonaro
Nesta quarta-feira (17), o ex-presidente foi diagnosticado com câncer de pele. O cirurgião Claudio Birolini informou, em coletiva à imprensa, que duas das oito lesões removidas de Bolsonaro no último domingo (14) foram confirmadas como carcinoma de células escamosas, um tipo intermediário de câncer de pele, localizado no tórax e em um dos braços.
Conforme dito por Birolini, embora não seja a forma mais agressiva, a condição requer atenção. “Não é nem o mais bonzinho e nem o mais agressivo. É o intermediário, mas ainda assim é um câncer de pele”, explicou o médico. O diagnóstico foi feito após análise laboratorial das lesões retiradas em procedimento cirúrgico. Como o câncer foi detectado em estágio inicial, Bolsonaro não precisará de tratamentos invasivos como quimioterapia ou radioterapia.
O plano é seguir com acompanhamento clínico rigoroso. O histórico familiar e sua pele clara são fatores que aumentam o risco para esse tipo de tumor. A equipe médica destacou a importância do monitoramento contínuo e de cuidados com exposição solar. Apesar de o câncer não ter relação direta com a crise de saúde que motivou a internação, ambos os episódios reforçam o estado clínico delicado do ex-presidente, que agora deve enfrentar uma rotina ainda mais intensa de exames e acompanhamento.
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