A ex-BBB Kerline chamou a atenção do público ao revelar, em entrevista recente ao gshow, que recebeu o diagnóstico de lipedema. A influenciadora conviveu durante anos com dores intensas, inchaço desproporcional, facilidade para criar hematomas e dificuldades na prática de exercícios físicos.
“Quando recebi o diagnóstico de lipedema, isso me fez entender muito mais sobre o meu corpo. Sentia muitas dores nas pernas, tinha um inchaço fora do normal, roxos que apareciam do nada e dificuldade para executar alguns exercícios”, relatou a ex-BBB.
O que é o lipedema?
Segundo especialistas como a cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim, o lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo caracterizada por alterações na gordura subcutânea, associadas a uma inflamação crônica de baixo grau, fibrose e maior fragilidade na microcirculação.
A condição é frequentemente confundida com obesidade ou retenção de líquidos comum, mas possui características próprias:
- Não é apenas acúmulo de gordura: O tecido apresenta modificações estruturais que causam dor real, sensibilidade ao toque e sensação constante de peso nas pernas.
- Fragilidade vascular: Pequenos traumas cotidianos (como um leve esbarrão ou o aperto de uma roupa) são suficientes para o surgimento espontâneo de hematomas.
- Limitação física: As dores e o cansaço frequente costumam atrapalhar a rotina de exercícios, criando um ciclo de perda de condicionamento físico.
O desafio do diagnóstico e a importância do tratamento
Casos como o de Kerline ajudam a dar visibilidade a uma condição que historicamente permanece subdiagnosticada. Para muitas pacientes, o diagnóstico serve como um alívio ao compreender que as dores e o inchaço não são fruto de “exagero” ou falta de esforço.
Como o lipedema não tem cura, o controle da doença exige uma abordagem contínua e multidisciplinar, que vai muito além da perda de peso. O plano de cuidado costuma envolver:
- Atividade física individualizada: Foco em fortalecimento muscular, exercícios de baixo impacto e atividades aquáticas, respeitando os limites e a dor de cada paciente.
- Equipe multiprofissional: Acompanhamento que pode incluir cirurgião plástico, cirurgião vascular, fisioterapeuta, nutricionista, educador físico e psicólogo.
- Visão global da saúde: Controle de fatores que influenciam na inflamação sistêmica, como qualidade do sono, estresse, saúde intestinal e composição corporal.
O diagnóstico precoce é apontado por especialistas como a chave para evitar anos de sofrimento desnecessário, preservar a autonomia da paciente e melhorar significativamente sua qualidade de vida.







