Atacante da Bélgica precisou de autorização especial para utilizar cortisona após ser hospitalizado por um grave problema de saúde durante o Mundial.
O atacante Jeremy Doku, um dos principais nomes da seleção da Bélgica, enfrentou um sério problema de saúde durante a Copa do Mundo. O jogador precisou ser internado e recebeu autorização da Fifa para utilizar cortisona, substância que normalmente é proibida em competições por seu potencial de melhorar o desempenho físico.
Segundo o jornal belga La Dernière Heure, a liberação foi concedida após avaliação da equipe responsável pelo controle antidoping da entidade, já que o medicamento era necessário para o tratamento do atleta.
Jeremy Doku precisou ser hospitalizado durante a Copa
O próprio Doku revelou detalhes do episódio em um vídeo publicado em seu canal no YouTube. O atacante contou que chegou aos Estados Unidos sentindo fortes dores e não conseguiu participar normalmente dos primeiros treinamentos da seleção belga.
Apesar de apresentar uma leve melhora antes da estreia contra o Egito, o jogador afirmou que ainda sofria com cansaço excessivo e uma tosse persistente, que chegou a provocar sangramento.
“Cheguei a tossir sangue”, relatou o atacante.
Exames apontaram líquido nos pulmões
Após a partida de estreia, o quadro de saúde piorou. Doku contou que sentiu uma dor intensa no peito enquanto descansava no hotel da seleção e precisou ser levado às pressas para um hospital.
Os exames identificaram a presença de líquido nos pulmões, uma condição considerada incomum pelos médicos. A partir daí, o jogador iniciou o tratamento com os medicamentos autorizados pela Fifa.
“Não conseguia me mexer, queria chorar. Fui para um hospital de emergência. Fiz todos os exames e viram que havia líquido nos meus pulmões. Os médicos disseram que isso era incomum. Tomei os medicamentos e fiz tudo o que pude”, afirmou.
Campanha da Bélgica na Copa do Mundo
Mesmo enfrentando problemas físicos, Jeremy Doku entrou em campo em cinco partidas da Bélgica durante a competição. A seleção enfrentou Egito, Nova Zelândia, Senegal, Estados Unidos e acabou eliminada nas quartas de final pela campeã Espanha.
O caso chamou atenção por envolver o uso de uma substância proibida em condições normais, mas que foi liberada por meio de autorização médica excepcional, conforme previsto nos protocolos antidoping da Fifa.







