Presença da família, propósito de vida e saúde mental são apontados como fatores que ajudam a explicar o envelhecimento ativo da atriz.
Aos 98 anos, Laura Cardoso continua encantando o público com sua disposição e alegria. A veterana da dramaturgia brasileira iniciou 2026 cercada pela família e compartilhou registros que chamaram a atenção dos fãs, reforçando sua imagem como um exemplo de envelhecimento saudável e longevidade.
Além da carreira consolidada na televisão, a atriz inspira pela autonomia e pela forma como mantém uma vida ativa. Mas, afinal, o que pode explicar tanta vitalidade?
Para responder a essa pergunta, a CARAS Brasil conversou com a médica Roberta França, especialista em Longevidade Consciente e Saúde Mental, que destacou os fatores capazes de influenciar diretamente a qualidade de vida na terceira idade.
Rede de apoio faz diferença no envelhecimento
Segundo a especialista, um dos principais pilares da longevidade é a existência de uma rede de apoio sólida, formada por familiares, amigos e pessoas com quem o idoso mantém vínculos afetivos.
“Todos esses artistas que seguem ativos demonstram de forma muito nítida que fazem parte de uma ampla rede de apoio. Eles contam com convivência familiar, apoio emocional e uma fortaleza afetiva que os envolve”, explicou.
Para a médica, sentir-se acolhido e valorizado fortalece a saúde emocional e contribui para que a pessoa mantenha o entusiasmo pela vida.
Ela ressalta ainda que o conceito de família vai além dos laços de sangue e inclui relações construídas ao longo da vida.
“Essa sensação de pertencimento gera propósito. Pessoas que possuem uma rede de apoio fortalecida tendem a apresentar mais qualidade de vida, melhor saúde física e maior equilíbrio emocional.”
Ter propósito é um dos segredos da longevidade
Outro fator apontado por Roberta França é a importância de permanecer ativo, independentemente da idade.
Segundo ela, pessoas que envelhecem com qualidade costumam continuar aprendendo, desenvolvendo novos projetos e buscando experiências diferentes.
“Todo idoso que não estaciona, que não se aposenta da vida, permanece em movimento. E o movimento é vida.”
A especialista afirma que muitos idosos longevos compartilham justamente essa característica: transformam a experiência acumulada em motivação para seguir sonhando, criando e aprendendo.
Envelhecimento saudável vai além da ausência de doenças
Roberta França também destaca que envelhecer bem não significa, necessariamente, não desenvolver problemas de saúde.
Segundo ela, muitos idosos convivem com doenças crônicas, mas conseguem preservar a autonomia graças ao tratamento adequado e aos cuidados constantes.
“É comum encontrarmos idosos extremamente longevos que convivem com hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas e, ainda assim, mantêm independência e qualidade de vida.”
Para a médica, controlar essas condições e manter hábitos saudáveis é mais importante do que buscar um envelhecimento completamente livre de doenças.
Autoestima e saúde mental também influenciam
Outro aspecto essencial para a longevidade é a forma como cada pessoa encara o próprio envelhecimento.
A especialista defende que aceitar as mudanças naturais da idade fortalece a autoestima e favorece a saúde mental.
“Rugas, cabelos brancos e pele mais flácida não devem ser vistos como sinais de perda de autoestima. Cada fase da vida possui sua própria beleza.”
Ela também incentiva os idosos a continuarem curiosos, aprendendo novas habilidades e acompanhando as transformações tecnológicas.
“Enquanto houver desejo de aprender, sonhar e viver novas experiências, a idade continuará sendo apenas um número.”
A trajetória de Laura Cardoso reforça justamente essa ideia. Aos 98 anos, a atriz segue como um dos maiores símbolos de talento, dedicação e envelhecimento ativo no Brasil, inspirando diferentes gerações dentro e fora das telas.







