Menos luz solar, alterações hormonais e mudanças na rotina podem provocar cansaço, desânimo e queda na produtividade durante os dias frios
Com a chegada das temperaturas mais baixas, muita gente percebe mudanças no corpo e na mente. Acordar fica mais difícil, a disposição diminui e tarefas simples parecem exigir mais esforço. Mas essa sensação de preguiça no frio tem explicação científica.
Segundo a especialista em neurociência e aromaterapeuta Daiana Petry, as alterações climáticas típicas do inverno influenciam diretamente o funcionamento do cérebro, afetando o humor, a energia e até a capacidade de concentração.
Por que sentimos mais preguiça no frio?
De acordo com a especialista, a principal razão está na redução da exposição à luz solar.
Quando os dias ficam mais curtos e escuros, o organismo passa a produzir mais melatonina, hormônio responsável pela regulação do sono. Ao mesmo tempo, ocorre uma redução nos níveis de serotonina, neurotransmissor associado ao bem-estar, à motivação e à sensação de felicidade.
Esse desequilíbrio pode gerar sintomas como:
- Cansaço excessivo;
- Sonolência durante o dia;
- Falta de motivação;
- Dificuldade de concentração;
- Queda na produtividade;
- Sensação de desânimo.
“O cérebro literalmente funciona de maneira diferente em períodos mais frios e com menos luminosidade”, explica a especialista.
Frio também altera a rotina e o comportamento
Além das mudanças hormonais, os hábitos do dia a dia costumam mudar durante os períodos de frio.
É comum que as pessoas pratiquem menos exercícios físicos, passem mais tempo dentro de casa e tenham menor contato com a luz natural.
Segundo especialistas, essa combinação pode intensificar a sensação de fadiga física e mental.
“O corpo entende o ambiente frio como um convite ao recolhimento”, afirma Daiana Petry.
A diminuição da atividade física também impacta a produção de substâncias ligadas ao bem-estar, contribuindo para o aumento do desânimo.
Como manter a disposição nos dias frios?
Especialistas recomendam algumas estratégias simples para reduzir os efeitos do frio sobre o cérebro e o humor:
- Aproveitar momentos de luz natural durante o dia;
- Manter uma rotina regular de sono;
- Praticar exercícios físicos mesmo nos dias mais frios;
- Evitar longos períodos de isolamento;
- Buscar atividades que estimulem o bem-estar e a socialização.
Esses hábitos ajudam a manter o equilíbrio emocional e cognitivo mesmo durante os meses mais frios do ano.
Aromas podem ajudar na concentração e no bem-estar
Outra alternativa apontada pela especialista é o uso de aromas que estimulam áreas cerebrais ligadas às emoções e às memórias.
Cheiros como café, canela e baunilha costumam despertar sensações de conforto e acolhimento, especialmente em períodos de temperaturas mais baixas.
Já alguns óleos essenciais podem contribuir para aumentar o foco e a disposição mental, entre eles:
- Limão;
- Manjericão;
- Pimenta-preta;
- Pimenta-rosa.
Segundo Daiana Petry, esses aromas atuam diretamente no sistema límbico, região do cérebro responsável pelo processamento das emoções e das memórias.
Embora não substituam hábitos saudáveis, eles podem ser aliados para enfrentar os dias frios com mais energia, concentração e bem-estar.







