A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional após o avanço de um surto de Ebola na República Democrática do Congo.
Segundo autoridades de saúde, o país já registra 131 mortes e mais de 500 casos suspeitos da doença, acendendo um alerta global pela velocidade da disseminação.
Como o ebola é transmitido?
Diferente de vírus respiratórios, o ebola não é transmitido pelo ar.
O contágio acontece por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Isso inclui saliva, suor, urina, fezes, leite materno e sêmen.
Também existe risco de transmissão por objetos contaminados, como roupas, agulhas e superfícies que tiveram contato com pacientes infectados.
Segundo especialistas, o vírus só é transmitido quando a pessoa já apresenta sintomas da doença.
Morcegos e primatas estão entre os principais reservatórios
A origem de muitos surtos de ebola está ligada ao contato humano com animais silvestres contaminados.
Entre os principais reservatórios naturais do vírus estão morcegos frugívoros, além de primatas como gorilas e chimpanzés.
A manipulação de carne contaminada ou o contato com animais mortos também podem provocar infecção.
Depois que o vírus chega às comunidades, a transmissão entre pessoas costuma ocorrer dentro de casas e unidades de saúde sem estrutura adequada de proteção.
Variante atual preocupa autoridades de saúde
O surto atual no Congo está relacionado à variante Bundibugyo, considerada menos comum.
Até o momento, não existe vacina ou tratamento específico aprovado para essa cepa, o que aumenta a preocupação das autoridades internacionais.
Em surtos anteriores, a variante apresentou taxas de mortalidade entre 30% e 50%.
Por que o controle do ebola é mais difícil em regiões pobres?
Especialistas afirmam que surtos de ebola tendem a se espalhar mais rapidamente em países com sistemas de saúde fragilizados.
Fatores como falta de diagnóstico rápido, escassez de equipamentos de proteção e dificuldade de acesso a hospitais favorecem a circulação do vírus.
Conflitos armados e regiões isoladas também dificultam o rastreamento de casos e o isolamento de pacientes infectados.
Quais são as principais formas de controle?
Sem tratamento específico para a variante atual, o combate ao ebola depende principalmente de:
- identificação rápida dos casos;
- isolamento dos pacientes;
- uso de equipamentos de proteção;
- monitoramento de contatos;
- hidratação e cuidados clínicos de suporte.
Especialistas reforçam que, apesar da gravidade da doença, o ebola pode ser controlado com resposta rápida e estrutura adequada de saúde pública.







