Ministério da Saúde orienta monitoramento por 21 dias após a vacinação enquanto investiga casos raros de reações graves
A suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan gerou dúvidas entre milhares de brasileiros que já receberam a dose.
A medida foi adotada pelo Ministério da Saúde após o registro de 42 casos com sinais de alerta, incluindo três ocorrências graves e dois óbitos que ainda estão sob investigação. Até o momento, não há comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina.
Quem tomou a vacina há menos de 21 dias deve ficar atento
Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros 21 dias após a aplicação são o período que exige maior observação. Nessa fase, o organismo ainda está respondendo ao imunizante, que utiliza uma versão enfraquecida do vírus para estimular a produção de anticorpos.
A recomendação é procurar atendimento médico imediatamente caso surjam sintomas como:
- Febre sem causa aparente;
- Dor abdominal intensa;
- Vômitos persistentes;
- Sangramentos (gengiva, nariz ou urina);
- Manchas vermelhas na pele;
- Tontura;
- Sonolência excessiva;
- Sinais de desidratação;
- Piora do estado geral de saúde.
Quem foi vacinado há mais de 21 dias pode ficar tranquilo
De acordo com as autoridades sanitárias, pessoas que receberam a vacina há mais de três semanas e não apresentaram sintomas estão fora da janela de maior monitoramento.
O Ministério da Saúde reforça que quem ultrapassou esse período permanece protegido e não há orientação especial além dos cuidados habituais.
Entenda por que a vacinação foi suspensa
A interrupção da campanha é considerada uma medida preventiva de farmacovigilância, procedimento padrão utilizado para monitorar a segurança de novos imunizantes após o início da aplicação em larga escala.
Dos mais de 500 mil vacinados, 42 apresentaram sintomas considerados de alerta, o equivalente a cerca de 0,008% das doses aplicadas. Os casos estão sendo investigados pela Anvisa, pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan para verificar se existe alguma relação com a vacina.
Vacina continua sendo considerada eficaz
Apesar da suspensão temporária, o governo federal destacou que a medida não invalida os resultados obtidos nos estudos clínicos nem altera as evidências de proteção observadas até agora.
Antes da aprovação, o imunizante passou por cerca de cinco anos de testes e demonstrou eficácia relevante na prevenção da dengue, especialmente contra formas graves da doença e hospitalizações.
As investigações seguem em andamento e novas orientações devem ser divulgadas após a conclusão das análises dos casos registrados.







