Um hábito cada vez mais comum pode estar prejudicando a saúde sem que muita gente perceba: usar o celular no banheiro.
Segundo especialistas, passar mais tempo sentado no vaso sanitário — geralmente distraído com o smartphone — pode aumentar o risco de desenvolver hemorroidas.
Estudo aponta aumento de até 46% no risco
Uma pesquisa publicada na revista científica PLOS One identificou que esse comportamento pode elevar em até 46% as chances de surgimento do problema.
O estudo, liderado pela gastroenterologista Trisha Pasricha, analisou 125 adultos e encontrou um padrão: muitos participantes permaneciam no banheiro mais tempo do que o necessário por causa do uso do celular.
Por que o hábito faz mal?
O principal problema está no tempo prolongado sentado no vaso.
Sem o suporte adequado ao assoalho pélvico, a posição aumenta a pressão na região anal, o que pode favorecer o surgimento ou agravamento das hemorroidas.
Quando inflamadas, elas podem causar sintomas como dor, coceira, inchaço e até sangramentos.
Pequenas mudanças fazem diferença
Especialistas recomendam mudanças simples para reduzir os riscos:
- Evitar levar o celular ao banheiro
- Diminuir o tempo sentado no vaso
- Manter hábitos intestinais regulares
Essas medidas ajudam a preservar a saúde intestinal e prevenir complicações.
O que são hemorroidas?
As hemorroidas são estruturas naturais do corpo, formadas por vasos sanguíneos na região do ânus e do reto.
Elas só se tornam um problema quando ficam dilatadas ou inflamadas, passando a causar desconforto.
Principais causas e tratamento
Além do tempo excessivo no vaso, outros fatores também contribuem para o problema:
- Esforço ao evacuar
- Prisão de ventre
- Baixa ingestão de fibras
- Gravidez
O tratamento varia de acordo com o caso, podendo incluir mudanças na alimentação, uso de pomadas, banhos de assento e, em situações mais graves, procedimentos médicos.
Na maioria dos casos, ajustar hábitos já é suficiente para aliviar os sintomas. Ainda assim, sinais persistentes ou sangramentos devem ser avaliados por um especialista.
No fim, o alerta é simples: às vezes, um costume aparentemente inofensivo pode ter mais impacto do que parece.







