A Secretaria Municipal de Saúde de Natal intensificou o monitoramento da Mpox após o aumento de casos na capital do Natal em 2026.
De acordo com dados atualizados até abril, o município contabiliza 25 notificações da doença neste ano, sendo 8 casos confirmados, 1 suspeito e 16 descartados.
O que é a Mpox e como ocorre a transmissão
A Mpox é uma infecção viral zoonótica — ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos — causada pelo vírus MPXV.
A principal forma de contágio ocorre por contato direto com pessoas infectadas, especialmente por meio de lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Diferente de doenças respiratórias, a transmissão não costuma acontecer em larga escala.
Sintomas: quando ligar o alerta
Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras infecções, o que exige atenção redobrada.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores musculares
- Calafrios
- Fraqueza
- Ínguas (linfonodos inchados)
Com a evolução do quadro, surgem lesões na pele, como bolhas e feridas, que posteriormente formam crostas — característica marcante da doença.
O que fazer em caso de suspeita
A orientação das autoridades de saúde é clara: ao apresentar sintomas, procure imediatamente uma unidade de saúde.
Além disso, pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado devem:
- Permanecer em isolamento durante o período de transmissão
- Evitar contato físico com outras pessoas
- Não compartilhar objetos pessoais, como roupas e toalhas
Na maioria dos casos, a doença evolui com sintomas leves a moderados, mas o acompanhamento médico é essencial.
Vacinação e público prioritário
A Prefeitura de Natal informou que a vacinação contra a Mpox está disponível para grupos específicos.
Entre os públicos prioritários estão:
- Pessoas acima de 18 anos que vivem com HIV/Aids
- Profissionais de saúde com risco de exposição ao vírus
A estratégia segue diretrizes do Ministério da Saúde para conter a disseminação da doença.
Histórico da doença na cidade
O primeiro caso de Mpox em Natal foi registrado em junho de 2022, após um paciente retornar de viagem internacional.
Desde então, até o fim de 2025, a cidade acumulou 100 casos confirmados, 176 descartados e nenhum óbito relacionado à doença.
Monitoramento segue ativo
Com novos registros em 2026, a vigilância sanitária mantém o acompanhamento contínuo dos casos e reforça medidas de prevenção.
O cenário ainda é considerado controlado, mas o alerta permanece — especialmente para identificação precoce dos sintomas e redução do risco de transmissão.







