Bombeiros seguem atuando no combate às chamas em indústria química da Grande São Paulo. Local armazenava grande quantidade de produtos inflamáveis.
O incêndio de grandes proporções que atingiu uma fábrica de solventes em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, já ultrapassa 20 horas de combate. O fogo começou na tarde de terça-feira (4), e equipes do Corpo de Bombeiros continuam mobilizadas para controlar completamente as chamas.
Apesar de o incêndio estar sob controle, os trabalhos seguem concentrados no resfriamento dos tanques atingidos para evitar novas explosões.
Fábrica armazenava produtos altamente inflamáveis
Segundo o Corpo de Bombeiros, a empresa mantinha diversos produtos químicos inflamáveis utilizados na fabricação de solventes industriais, entre eles tolueno, hexano, álcool etílico, acetato de etila, acetato de butila e resinas.
A estrutura da fábrica também contava com:
- 24 tanques com capacidade para 30 mil litros cada;
- Seis tanques de 5 mil litros;
- Mais de 100 recipientes do tipo IBC, usados para armazenar e transportar produtos químicos.
Nesta quarta-feira (5), 89 bombeiros e 35 viaturas permanecem na operação.
Explosões assustaram moradores
O incêndio atingiu a fábrica Quema Química, localizada na Estrada do Bonsucesso, no bairro Rio Abaixo.
Durante a ocorrência, moradores relataram fortes explosões. Imagens registradas nas proximidades mostram uma densa coluna de fumaça preta e explosões em bueiros próximos à indústria.
Por medida de segurança, a fábrica foi evacuada e cerca de 200 moradores da região foram encaminhados para abrigos temporários pela Prefeitura de Itaquaquecetuba.
Bombeiros ainda não têm previsão para encerrar operação
As equipes utilizam água e espuma no combate ao incêndio, técnica considerada mais eficiente para reduzir o risco de reignição de produtos químicos inflamáveis.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo não apresenta risco de propagação para áreas vizinhas, mas ainda não há previsão para a extinção completa das chamas devido ao grande volume de substâncias inflamáveis armazenadas na fábrica.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão investigadas pela perícia após a conclusão da operação e a liberação da área.







