Uma colossal avalanche de lama e rochas atingiu a região montanhosa na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na cordilheira do Himalaia. O desastre destruiu vilas inteiras, estradas e pontes, gerando uma grande operação de resgate internacional.
Até o momento, os balanços oficiais apontam 98 mortos e centenas de desaparecidos na região.
O impacto e os números da tragédia
A enxurrada de detritos surpreendeu moradores e turistas por volta do horário local desta quarta-feira (26). O Nepal concentra a grande maioria das vítimas registradas:
- Nepal: 95 mortos e 579 desaparecidos.
- China (Tibete): 3 mortos e 265 desaparecidos.
Além dos moradores locais, um levantamento do Conselho de Turismo do Nepal identificou que centenas de viajantes continuam desaparecidos. Entre eles há cidadãos da Índia, Malásia, Reino Unido, Estados Unidos e outros países. Até agora, o Itamaraty informou que não há registros de brasileiros atingidos.
Possíveis causas: terremoto e chuvas
Os especialistas investigam a hipótese de que o desastre tenha sido desencadeado por um terremoto de magnitude 4,4, registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) pouco antes da avalanche.
A suspeita é de que o tremor tenha provocado o deslocamento de blocos de gelo e rochas em direção ao rio Lhende Khola. Combinado com chuvas intensas recentes, o material formou uma barragem natural que, ao romper-se de forma repentina, liberou um volume avassalador de água e lama sobre as comunidades ribeirinhas.
Operação de resgate e alerta de novos riscos
Governos locais mobilizaram equipes de emergência com policiais, militares e helicópteros. Contudo, as operações enfrentam fortes barreiras devido ao nível elevado da água, que dificulta o pouso das aeronaves nas áreas mais isoladas.
As autoridades emitiram novos alertas de inundação. Um bloqueio remanescente de gelo e rochas no curso superior do rio continua acumulando água, elevando o risco de novos transbordamentos que podem afetar também áreas vizinhas na Índia.
Por que a região atrai tantos turistas?
A rota entre Rasuwa (Nepal) e Gyirong (Tibete) é um polo de intenso movimento internacional. O local é passagem fundamental para milhares de peregrinos que viajam em direção ao Monte Kailash — montanha sagrada para o hinduísmo —, além de ser o ponto de partida para trilhas de aventura e trekking no famoso vale de Langtang.







