A Terra ganhou uma nova minilua temporária, um pequeno objeto espacial de aproximadamente dois metros de diâmetro que está sob influência da gravidade do planeta. Identificado como 2026 QQ8, o corpo celeste deve permanecer nas proximidades da Terra até o início de 2027.
A descoberta foi confirmada pelo Centro de Planetas Menores, organização ligada à União Astronômica Internacional, em um boletim divulgado no dia 29 de outubro. Segundo os pesquisadores, o objeto teria sido capturado pela gravidade terrestre em abril de 2026, mas só foi observado pela primeira vez em 19 de agosto.
A previsão é que a minilua continue acompanhando o planeta durante o Natal e se afaste gradualmente no próximo ano.
O que é uma minilua e como ela foi capturada pela Terra?
Diferentemente da Lua, que é o satélite natural permanente da Terra, uma minilua é um pequeno corpo celeste que fica temporariamente ligado ao planeta pela força da gravidade.
No caso do 2026 QQ8, os cientistas identificaram que sua trajetória ao redor do Sol possui características semelhantes às da órbita terrestre. O objeto leva aproximadamente 359 dias para completar uma volta ao redor da estrela, período próximo aos 365 dias da Terra.
Segundo os pesquisadores, a minilua costuma passar pelas proximidades do planeta a cada dez anos. Entretanto, sua aproximação em 2026 permitiu que fosse capturada temporariamente pela gravidade terrestre.
O Centro de Planetas Menores também informou que não encontrou nenhuma associação entre o objeto e equipamentos artificiais conhecidos, como satélites ou fragmentos de foguetes.
Quando a nova minilua vai deixar a Terra?
De acordo com as projeções, o objeto 2026 QQ8 deve permanecer sob influência gravitacional da Terra até o início de 2027.
Apesar da previsão, os pesquisadores ainda não estabeleceram uma data exata para o encerramento da captura temporária.
Novas observações serão importantes para acompanhar a trajetória do pequeno corpo celeste e compreender melhor seu comportamento durante a passagem pelo planeta.
A descoberta também oferece aos astrônomos uma oportunidade de estudar como pequenos objetos espaciais interagem com a gravidade terrestre e podem se tornar companheiros temporários da Terra.







