A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, foi anunciada como vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2026 nesta sexta-feira (9). A escolha foi divulgada pelo Comitê Norueguês do Nobel, que destacou sua trajetória na defesa dos direitos humanos e da justiça internacional.
De origem indiana, Pillay construiu uma carreira marcada pelo combate à discriminação e pela atuação em importantes tribunais internacionais. O reconhecimento também considera suas contribuições para a responsabilização por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.
Quem é Navi Pillay, vencedora do Nobel da Paz 2026?
Nascida em Durban, na África do Sul, Navi Pillay cresceu durante o regime do apartheid, que estabelecia a segregação racial no país. Integrante de uma família de origem tâmil indiana, enfrentou barreiras sociais e profissionais antes de conquistar espaço no meio jurídico.
Em 1995, tornou-se a primeira mulher não branca a ocupar um cargo de juíza na Alta Corte da África do Sul. Sua trajetória também inclui estudos na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, onde concluiu um doutorado em Direito.
Ao longo da carreira, Pillay participou de processos relacionados à defesa de ativistas contra o apartheid e ganhou reconhecimento por sua atuação na promoção dos direitos fundamentais.
Atuação na ONU e em tribunais internacionais
A jurista também teve participação importante no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado para julgar os responsáveis pelo genocídio de 1994. Posteriormente, integrou o Tribunal Penal Internacional (TPI).
Entre 2008 e 2014, ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, função dedicada à proteção e à promoção dos direitos humanos em diferentes regiões do mundo.
Pillay também presidiu uma comissão independente de investigação da ONU sobre os territórios palestinos ocupados, entre 2021 e 2025.
Ao anunciar o Nobel da Paz 2026, o Comitê Norueguês ressaltou a importância de sua trajetória para o fortalecimento do direito internacional e para a busca de soluções pacíficas em conflitos.







