O Brasil pode enfrentar novos episódios de calor intenso até o fim de 2026. Uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), baseada em 47 anos de registros de temperatura, aponta uma média de seis ondas de calor entre agosto e dezembro em períodos de El Niño.
O número é uma referência histórica, e não um limite: a quantidade de episódios pode ser maior. O cenário apresentado no levantamento considera a influência de um El Niño de forte intensidade, chamado de Super El Niño, que pode favorecer condições mais quentes e secas em diferentes regiões do país.
O que a análise indica sobre as ondas de calor?
Para estimar a frequência dos eventos, o Cemaden avaliou o comportamento das temperaturas em anos anteriores com El Niño. A média de seis episódios se refere ao intervalo completo de agosto a dezembro, não necessariamente a seis novas ondas de calor a partir de agora.
Além das temperaturas elevadas, a combinação de calor prolongado e estiagem pode aumentar a vulnerabilidade a incêndios florestais, especialmente em áreas que já sofrem com a seca.
Histórico recente acende alerta
O levantamento citado destaca nove ondas de calor no período de agosto a dezembro nos anos de 2023 e 2024, patamar apontado como o maior da série histórica, iniciada em 1979.
Esse número representa mais que o dobro da média histórica brasileira para o intervalo, estimada em quatro episódios.
Setembro pode ter temperaturas até 3°C acima da média
As projeções meteorológicas para setembro também indicam calor acima do habitual em grande parte do Brasil. Em algumas áreas, as temperaturas podem ficar até 3°C acima da média esperada para o mês.
As estimativas apontam a possibilidade de novos períodos de calor intenso, mas não definem as datas nem as regiões atingidas por cada episódio.







