Mudanças provocadas pelo inverno favorecem o aparecimento de águas-vivas nas praias paulistas. Corpo de Bombeiros orienta banhistas sobre cuidados e primeiros socorros.
Quem pretende aproveitar as praias do litoral de São Paulo nos próximos dias deve redobrar a atenção. O aumento da presença de águas-vivas e outros organismos gelatinosos levou o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) a emitir um alerta para os banhistas.
Segundo o órgão, o fenômeno é comum durante o inverno e está ligado às mudanças nas condições do mar. A chegada de frentes frias, alterações nos ventos, correntes marítimas e ressacas favorecem a aproximação desses animais da faixa de areia.
Por que há mais águas-vivas nas praias?
De acordo com o GBMar, a entrada de águas mais frias vindas do sul e a dinâmica natural dos ecossistemas marinhos contribuem para o aumento da quantidade de águas-vivas no litoral paulista nesta época do ano.
Os bombeiros reforçam que os banhistas devem evitar qualquer contato com esses animais, mesmo quando eles parecem estar mortos na areia.
Isso porque os tentáculos podem continuar liberando substâncias capazes de provocar queimaduras, ardência e irritações na pele.
Bombeiros orientam banhistas
O GBMar recomenda que, ao perceber grande concentração de águas-vivas no mar ou na faixa de areia, os frequentadores das praias tenham ainda mais cautela antes de entrar na água.
Entre as principais orientações estão:
- Não toque em águas-vivas, mesmo que pareçam mortas;
- Oriente crianças a não brincar ou manusear esses animais;
- Respeite a sinalização das praias e as recomendações dos guarda-vidas;
- Redobre a atenção ao avistar grande quantidade de águas-vivas na água ou na areia.
O que fazer em caso de queimadura por água-viva?
Caso ocorra contato com uma água-viva e surjam sintomas como dor, ardência ou irritação na pele, a recomendação é procurar imediatamente um posto de guarda-vidas ou um serviço de saúde.
Além disso, os bombeiros orientam que a vítima:
- Evite esfregar a região afetada;
- Não retire os tentáculos com as mãos desprotegidas;
- Siga as orientações dos profissionais de atendimento.
As autoridades reforçam que agir rapidamente e evitar o contato direto com os tentáculos pode reduzir o risco de complicações e aliviar os sintomas provocados pelas queimaduras.







