Aos 71 anos, Juanito cuida de 150 ovelhas a cerca de 4 mil metros de altitude, nas montanhas do Equador. Entre o pastoreio e o cultivo de alimentos, ele mantém uma escolha: continuar na terra onde nasceu, perto da família e longe da correria das cidades.
Descendente do povo indígena Panzaleo, Juanito mora com filhos e netos no páramo equatoriano. A região abriga gerações de sua família, que preserva conhecimentos e costumes transmitidos de pais para filhos.
Como é a rotina de Juanito nas montanhas?
O dia a dia é marcado pelo cuidado com os animais e pelo cultivo de mantimentos. As caminhadas de pastoreio costumam durar cerca de 40 minutos e fazem parte do trabalho que sustenta a família.
A alimentação vem, em parte, do que produzem no local. A vida nas montanhas, porém, também inclui contato com o povoado mais próximo: Juanito se desloca até lá para vender mercadorias e comprar suprimentos.
Para ele, permanecer na região é uma forma de trabalhar em paz e manter a ligação com suas origens. Segundo seu relato, a família nunca quis deixar o lugar onde nasceu.
Casas de barro e palha ajudam a enfrentar o frio
As baixas temperaturas fazem parte da rotina a 4 mil metros de altitude. A família vive em casas de barro e palha e usa lenha para aquecer os ambientes.
À noite, os moradores dormem em colchões de palha, cobertos por várias camadas de cobertores. O cultivo da terra e a criação de animais completam esse modo de vida.
Tradição passada de pais para filhos
Mais do que uma atividade de sustento, o pastoreio representa para Juanito a continuidade dos ensinamentos de seus antepassados.
Ao lado dos filhos e netos, ele mantém esses conhecimentos presentes no cotidiano. É essa ligação com a família, a terra e a tranquilidade das montanhas que o faz querer permanecer no páramo equatoriano.







