Profissional marcou o cinema brasileiro com trabalhos em produções premiadas e uma carreira de quase três décadas nas telonas
O cinema nacional perdeu um de seus grandes nomes. Tulé Peake, diretor de arte e cenógrafo conhecido por trabalhos em filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite, morreu na última terça-feira (9), aos 69 anos, após sofrer um infarto fulminante.
Natural de São Paulo, Tulé nasceu em 1957 e construiu uma trajetória de destaque no audiovisual brasileiro. Antes de se dedicar ao cinema, fez carreira no mercado publicitário, participando da produção de mais de mil comerciais ao longo dos anos.
Carreira marcou clássicos do cinema brasileiro
A estreia de Tulé Peake nos cinemas aconteceu em 1997, com o filme Os Matadores. A partir daí, seu talento chamou atenção da indústria e abriu caminho para trabalhos em algumas das produções mais importantes do cinema nacional.
Ao lado do diretor Fernando Meirelles, assinou a direção de arte de obras consagradas como Cidade de Deus e Ensaio Sobre a Cegueira. Ele também participou de Tropa de Elite, dirigido por José Padilha, outro marco do audiovisual brasileiro.
Associação Brasileira de Cinematografia lamenta a perda
A Associação Brasileira de Cinematografia divulgou uma nota oficial lamentando a morte do artista e destacando sua contribuição para o cinema nacional.
Segundo o comunicado, a entidade expressou solidariedade aos familiares e amigos de Tulé Peake, ressaltando sua importância como diretor de arte, cenógrafo e associado da instituição.
Velório acontece no Rio de Janeiro
O velório de Tulé Peake foi realizado nesta quarta-feira (10), no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
Com uma carreira marcada por produções que ajudaram a projetar o cinema brasileiro internacionalmente, Tulé deixa um legado importante para a direção de arte e a cenografia nacional, além de trabalhos que seguem como referência para novas gerações de profissionais do audiovisual.







