Morre Tetsuya Chiba, criador do mangá Ashita no Joe, aos 87 anos
Artista japonês morreu após enfrentar uma síndrome mielodisplásica e deixou um legado de quase 70 anos na indústria dos mangás.
O mangaká japonês Tetsuya Chiba, conhecido mundialmente por seu trabalho em Ashita no Joe, morreu aos 87 anos. O artista faleceu em 22 de outubro de 2026, em um hospital de Tóquio, mas a notícia foi divulgada nesta terça-feira (27) pela imprensa japonesa.
Segundo informações divulgadas no Japão, a causa da morte foi uma síndrome mielodisplásica, doença que compromete a produção de células sanguíneas saudáveis pela medula óssea.
Chiba também ocupava a presidência da Associação de Cartunistas do Japão e era considerado um dos nomes mais importantes da história dos mangás.
Tetsuya Chiba marcou gerações com Ashita no Joe
Publicado entre 1968 e 1973, Ashita no Joe se tornou uma das obras mais influentes da cultura pop japonesa. Criado em parceria com o roteirista Asao Takamori, conhecido pelo pseudônimo Ikki Kajiwara, o mangá acompanha a trajetória de Joe Yabuki, um jovem que encontra no boxe uma oportunidade de transformar sua vida.
A história conquistou leitores ao abordar temas como superação, desigualdade social e perseverança, tornando-se especialmente popular entre os jovens japoneses durante a década de 1970.
Além do sucesso comercial, a obra ajudou a consolidar os mangás esportivos como um dos principais gêneros dos quadrinhos japoneses.
No Brasil, Ashita no Joe é publicado pela editora NewPOP, em uma coleção planejada para 12 volumes.
Mangaká continuava trabalhando antes de sua morte
Mesmo após décadas de carreira, Tetsuya Chiba permanecia ativo na indústria dos mangás. Entre seus trabalhos mais recentes estava Hinemosu Notari Nikki, uma obra autobiográfica que reúne memórias e experiências de sua trajetória.
A publicação precisou ser interrompida devido aos problemas de saúde enfrentados pelo artista.
Ao longo de sua carreira, Chiba também participou da criação de títulos como Ore wa Teppei, Notari Matsutaro e Ashita Tenki ni Naare.
Em 2024, recebeu a Ordem da Cultura do Japão, tornando-se o primeiro mangaká a conquistar uma das principais honrarias culturais do país.
A morte de Tetsuya Chiba encerra uma trajetória de quase sete décadas dedicadas aos quadrinhos, deixando obras que influenciaram gerações de leitores e artistas japoneses.







