O mundo do esporte chora a perda de Prichard Colón. O ex-boxeador porto-riquenho faleceu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, após passar mais de uma década em estado vegetativo. A triste confirmação foi feita por seu pai, Richard Colón, através das redes sociais.
O ex-atleta teve a promissora carreira tragicamente interrompida em 2015, quando sofreu lesões cerebrais irreversíveis em decorrência de golpes ilegais recebidos no ringue.
O trágico combate de 2015
Considerado uma grande promessa do boxe de Porto Rico, Prichard acumulava um cartel invicto de 16 vitórias até outubro de 2015. Naquela ocasião, durante uma luta realizada na Virgínia (EUA) contra Terrel Williams, o atleta foi alvo recorrente de golpes proibidos na nuca — ataques banidos das regras do esporte justamente pelo altíssimo risco neurológico.
Apesar das reclamações do pugilista, o combate continuou até o nono assalto, quando sua equipe optou por interrompê-lo. Nos vestiários, Colón sofreu um mal súbito e foi levado às pressas ao hospital.
Diagnosticado com um severo hematoma subdural, ele passou por uma cirurgia de emergência e permaneceu em coma por 221 dias. Quando despertou, passou a viver em estado vegetativo permanente, sob os cuidados dedicados da família.
A despedida da família
Ao anunciar a partida do filho, Richard Colón expressou toda a dor e o carinho pela trajetória do ex-boxeador, lamentando não ter conseguido realizar um de seus últimos desejos:
“Bom dia, minha gente. Lamento informar a partida do meu filho Prichard deste mundo terreno. Agora ele está em um lugar melhor. Fiz tudo o que pude para realizar seu desejo, seu sonho de levá-lo de férias para Porto Rico, como ele tanto queria, mas isso não foi possível”, desabafou o pai.
O caso gerou forte indignação no esporte mundial na época, especialmente porque Terrel Williams não sofreu sanções esportivas ou judiciais; investigações conduzidas em 2016 na Virgínia concluíram que não havia elementos jurídicos para responsabilizá-lo criminalmente pelo ocorrido. Williams seguiu lutando profissionalmente até se aposentar em 2019.







