A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu publicamente o bloqueio da rede social Discord no Brasil. A declaração ocorreu na última quinta-feira (6), motivada pelo caso brutal de uma adolescente de 13 anos que tirou a própria vida durante uma transmissão ao vivo na plataforma.
O posicionamento de Janja aconteceu no Palácio do Planalto, durante a sanção do Projeto de Lei nº 3066/2025. A proposta estabelece regras mais rígidas para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital, com foco especial nos riscos do uso de Inteligência Artificial (IA).
Em tom de desabafo, a primeira-dama cobrou medidas drásticas e urgentes contra o aplicativo:
“Não posso aceitar uma menina de 13 anos se mutilando ao vivo na internet no Discord e morrer. Não consigo admitir um país desse. Isso não é um caso isolado. A gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa coisa horrorosa do ar”, declarou Janja.
AGU vai à Justiça contra o Discord
Após o episódio, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, confirmou que o órgão vai acionar o Judiciário. A ação busca responsabilizar o Discord pelas falhas na proteção de menores e pedir a suspensão temporária ou definitiva do serviço no país.
O que é o Discord?
Muito popular no universo dos jogos eletrônicos, o Discord é um aplicativo gratuito que permite a criação de comunidades (chamadas de “servidores”) com canais de texto, voz e vídeo. Apesar de ser amplamente utilizado por gamers e estudantes para interações em tempo real, a falta de moderação eficaz em alguns grupos tem gerado preocupação constante entre autoridades e especialistas em segurança digital.







