Investigação em SP! Relatórios da Polícia Civil de São Paulo revelam que o Discord levou uma média de quase 17 dias para agir contra servidores e transmissões ilegais na plataforma. Os documentos apontam a circulação de conteúdos gravíssimos, incluindo automutilação, estupros virtuais, maus-tratos a animais e abusos sexuais infantis.
O levantamento compilou 63 alertas enviados pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) entre maio de 2025 e janeiro de 2026. A investigação foi encaminhada ao Ministério Público (MP-SP) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), colocando foco na facilidade de acesso para menores de idade e na falta de barreiras de identificação, como cadastro completo por e-mail ou telefone.
Em nota técnica, o Noad criticou severamente a postura da empresa: “A empresa Discord tem reiteradamente adotado conduta morosa no tratamento de solicitações encaminhadas para remoção de servidores nos quais são identificadas práticas criminosas de elevada gravidade”.
As transmissões ao vivo da plataforma continuam suspensas no Brasil desde o último dia 12 de agosto, após autoridades identificarem episódios recorrentes de violência e assédio envolvendo crianças e adolescentes.







