Thais Carla rompeu o silêncio nesta quarta-feira (11) sobre a cirurgia bariátrica que realizou no dia 28 de abril. Sumida das redes sociais para se recuperar, ela deu detalhes do que a fez passar pelo procedimento polêmico: “A minha decisão de fazer bariátrica não foi pela estética, não foi pela saúde e, principalmente, pelas minhas filhas”, iniciou a influenciadora em entrevista à LeoDias TV.
Thais Carla abriu o coração
“Eu tenho duas princesas em casa que elas querem a mãe para brincar. É horrível quando você não tem acesso, porque a gordofobia, ela vai além de só você ser uma pessoa gorda e você não gostar da pessoa porque ela é gorda”, conta a dançarina, que foi operada com 170 quilos e já chegou aos 155, eliminando cerca de 15 quilos.
“É horrível quando você não tem acesso, porque a gordofobia, ela vai além de só você ser uma pessoa gorda e você não gostar da pessoa porque ela é gorda. Ela vai além disso. É estrutural. Você vai no restaurante pensando no quê? No que você vai comer. Eu tenho que pensar na cadeira que eu vou sentar. No ônibus? Já pensou no ônibus? É, no ônibus. Ah, será que o motorista vai ser bondoso comigo e eu vou poder ir por trás? Ele vai ser legal?”, lamenta Thais Carla.
A famosa também falou sobre sua alimentação no pós-operatório, já que possui regras rígidas. “Estava bebendo uma ‘aguinha’ e depois você vai pro pastoso e agora eu estou podendo mastigar algumas coisinhas. Tipo uma torradinha de pão normal. Pode comer fruta à vontade. Pode comer carne, mas tudo tem que ser molinho por causa que tá tudo curto”, conta.
Preconceito
“Eu fui uma pessoa que lutei muito só. Tudo caía sobre mim. Se eu falasse, eu botasse uma foto minha, sei lá, assim, uma foto como está aparecendo no VT, falavam do meu peso. Nada tava satisfeito, tudo tava errado”, desabafou Thais. ” Eu tive minha primeira gestação, foi tudo bem. Minha segunda gestação, eu tive diabete gestacional. Sanou, tudo bem, mas depois de uns anos ela voltou, a minha diabete. E aí, com remédios, com tudo, eu consegui controlar. Mas eu não ia parar de tomar remédio”, desabafa a mãe de Maria, de 7 anos, e Eva, de 3, com fotógrafo Israel Reis.
“E também existia o cansaço de eu estar assim, sempre lá na voz ativa, falando sobre gordofobia e sendo atacada, às vezes, pelas próprias pessoas gordas, né? Existe um cansaço. Muitas das vezes, eu ficava triste, porque já teve comentários de gente falando que eu tinha que morrer queimada. Ai, gente, que horror! Por favor! Coisas do tipo, gente, que eu não sei nem explicar para vocês. Mas a. Ela vai além disso. É estrutural. Você vai no restaurante pensando no quê? No que você vai comer. Eu tenho que pensar na cadeira que eu vou sentar. No ônibus? Já pensou no ônibus? É, no ônibus. Ah, será que o motorista vai ser bondoso comigo e eu vou poder ir por trás? Ele vai ser legal? Porque tem uns que falam, não, você vai ter que passar pela catraca. Ia viajar? Tinha que me preocupar com assento. Então, é tudo, tudo, gente. Eu estava exausta. Exausta já disso tudo”, acrescenta a influenciadora.
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