Fernanda Lima recentemente abriu sua intimidade no programa Surubaum e deu a entender que sua vida sexual com o marido Rodrigo Hilbert está um tanto quanto parada. O apresentador viu a gravação da amada e recebeu rebater brincando: “A gente viajou para Paris semana passada e [nós] transamos cinco vezes em três dias. Isso é ruim? Quer mais?”. Mas você sabia que a falta de apetite sexual é comum entre casais?
Rotina vs Intimidade
Em conversa com o Portal Márcia Piovesan, o psicanalista clínico e terapeuta familiar Artur Costa explicou que muitas vezes casais esquecem de manter a intimidade. “Muitos casais caem na armadilha de achar que o tempo vai, por si só, manter a chama acesa. Mas a verdade é que aquilo que não recebe cuidado tende ao desgaste. A intimidade não desaparece de uma vez; ela se apaga aos poucos, quando o toque se torna mecânico, a conversa rareia e o olhar perde o brilho”, começou.
O especialista reconhece que a rotina puxada, obrigações profissionais e filhos podem tomar o tempo do casal, mas é possível driblar as dificuldades: “É fundamental que o casal crie espaços intencionais de encontro — e não apenas físicos, mas emocionais. Pequenos gestos diários fazem diferença: elogios sinceros, mensagens inesperadas, convites simples como ‘vamos tomar um café juntos?’, ou até mesmo ouvir com interesse como foi o dia do outro”.
Ele aconselha a microintimidade cotidiana: “Uma relação saudável é feita de encontros constantes, ainda que breves. O maior risco não está na agenda cheia, mas no coração ausente. Quando o outro deixa de ser visto como prioridade, a relação entra em modo automático — e o automático, cedo ou tarde, esfria”.
Relacionamento é construção
Artur pontua que nenhum relacionamento é perfeito. É preciso de conversas e entregas diárias para manter a chama da paixão acesa: “Aprendam a conversar de verdade. Não apenas trocar informações, mas revelar sentimentos. O silêncio entre um casal, quando não é confortável, costuma ser um sintoma de acúmulos mal resolvidos. O diálogo é o termômetro do afeto. Sem ele, cresce a distância emocional”.
O psicanalista também aconselha os casais a continuarem se admirando fisicamente. Elogiar o parceiro mantém o amor vivo e jovem. Além disso, é preciso compartilhar tudo, inclusive as questões internas: “É estar disponível nas dores, nas dúvidas, nos dias bons e nos difíceis. Isso inclui também cuidar da vida íntima. O desejo não desaparece por acaso — ele adormece onde não é nutrido. Cuidar da sexualidade do casal é cuidar da saúde da relação”.
E finalizou: “É importante saber que nenhum casal vive uma história sem conflitos. Mas os relacionamentos que florescem são aqueles onde ambos decidem não fugir diante dos embates. Crescer a dois é atravessar as tempestades com a certeza de que a escolha continua firme: estamos juntos, não porque é fácil, mas porque vale a pena”.
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