Apresentador passou por uma cirurgia de oito horas após descobrir um aneurisma da aorta em estágio avançado; cardiologista explica os riscos da condição.
O apresentador Otaviano Costa voltou a falar sobre o grave problema de saúde que enfrentou em 2024. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele relembrou o momento em que recebeu o diagnóstico de um aneurisma da aorta ascendente torácica, condição considerada extremamente perigosa e que pode levar à morte se não for tratada a tempo.
Dois anos após a cirurgia que mudou sua vida, Otaviano aproveitou o relato para reforçar a importância dos exames de rotina e do acompanhamento médico.
Diagnóstico veio durante um check-up
O episódio aconteceu na véspera da comemoração dos 50 anos da atriz Flávia Alessandra. Após perceber um sinal físico durante uma viagem a Buenos Aires, na Argentina, Otaviano decidiu procurar um cardiologista.
Durante a consulta, o médico analisou os exames e deu um diagnóstico preocupante.
“Você tem uma bomba-relógio dentro de você. Você pode morrer”, relembrou o apresentador.
Pouco tempo depois, em 10 de julho de 2024, ele foi submetido a uma cirurgia de aproximadamente oito horas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
“Não deixe de cuidar da sua saúde”
Totalmente recuperado, Otaviano Costa afirma que passou a enxergar a vida de outra forma e aproveitou a publicação para incentivar o público a não negligenciar a própria saúde.
“Continue vivendo, vá pra cima, mas não deixe de se cuidar. Especialmente pela família que você ama e pelas pessoas que você quer bem”, afirmou.
Médico explica por que aneurisma é chamado de “bomba-relógio”
Segundo o cardiologista Daniel Petlik, a aorta é a principal artéria do corpo humano e leva o sangue do coração para todo o organismo.
Quando sua parede enfraquece, pode ocorrer uma dilatação conhecida como aneurisma. O grande perigo é que essa alteração aumente até provocar uma ruptura ou uma dissecção da aorta, situações consideradas emergências médicas.
“Muitos pacientes não apresentam sintomas até que aconteça uma complicação aguda. Quando ocorre uma ruptura ou uma dissecção, o quadro exige atendimento imediato e está associado a altas taxas de mortalidade”, explica o especialista.
Quais são os fatores de risco?
De acordo com o cardiologista, alguns fatores aumentam as chances de desenvolver um aneurisma da aorta, entre eles:
- Hipertensão arterial;
- Tabagismo;
- Histórico familiar da doença;
- Alterações genéticas que afetam o tecido conjuntivo;
- Envelhecimento;
- Algumas alterações congênitas da válvula aórtica.
Embora a doença costume evoluir de forma silenciosa, algumas pessoas podem apresentar dor no peito, dor nas costas, falta de ar ou sensação de pulsação anormal. Nos casos de ruptura ou dissecção, a dor costuma surgir de forma intensa e repentina, exigindo atendimento médico imediato.
Diagnóstico precoce pode salvar vidas
Segundo Daniel Petlik, exames de imagem, como o ecocardiograma, são fundamentais para identificar o problema antes que ele provoque complicações graves.
O especialista destaca que a necessidade de cirurgia depende do tamanho do aneurisma, da velocidade de crescimento da dilatação e das características de cada paciente. Quando a aorta atinge dimensões consideradas de alto risco, a intervenção cirúrgica passa a ser a melhor alternativa para evitar um desfecho fatal.
Para o médico, o caso de Otaviano Costa reforça uma mensagem importante: manter consultas periódicas com o cardiologista, especialmente após os 50 anos ou na presença de fatores de risco, pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce e aumentar significativamente as chances de um tratamento bem-sucedido.







