Após quase quatro anos afastado das novelas, Oscar Magrini revelou que tem vontade de voltar às produções, mas apontou mudanças no cenário televisivo que o incomodam. Ele comentou que muitos diretores e produtores atuais são muito jovens e talvez não conheçam nomes marcantes da dramaturgia, como Carlos Zara e Raul Cortez. O ator também sugeriu que sua base em Atibaia pode dificultar convites para trabalhos no Rio ou em São Paulo, seja por questões de logística ou por não estar no circuito mais próximo das emissoras.
Ao relembrar o personagem Ralf, de O Rei do Gado (1996), Magrini destacou que se tratava de um cafetão que agredia mulheres em troca de vantagens, papel que hoje dificilmente seria produzido ou reprisado. De forma irônica, afirmou que, em um remake, o personagem provavelmente seria gay e teria um relacionamento com o “Rei do Gado” masculino, evitando assim cenas de violência contra mulheres, algo que considera incompatível com os padrões atuais.
O ator também criticou o que chama de excesso de “politicamente correto” e a cultura do cancelamento, dizendo que atualmente precisaria pensar três vezes antes de contar uma piada para não ser alvo de reações negativas. Além disso, demonstrou insatisfação com a presença cada vez maior de influenciadores digitais nos elencos, afirmando que muitos são escolhidos pela capacidade de vender produtos ou influenciar tendências, e não pelo talento como intérpretes. “Influencer não é ator. Ator estuda”, disparou.







