No começo do ano, o apresentador Otávio Mesquita, de 65 anos, passou por uma cirurgia invasiva, que precisou ser realizada às pressas. Isso porque ele descobriu uma obstrução de 95% em uma artéria coronária e precisou se submeter ao procedimento cardíaco.
Em entrevista à Caras Brasil, o médico cardiologista Rafael Boesche explicou um pouco sobre os riscos envolvidos neste tipo de cirurgia e como prevenir a doença. “Os exames de rotina têm papel fundamental na cardiologia moderna por permitirem a detecção precoce de obstruções coronarianas, principalmente pelo fato de muitas dessas lesões se desenvolverem de maneira silenciosa. Ou seja, é comum que o paciente não manifeste quaisquer sintomas até que a obstrução atinja um nível crítico, frequentemente culminando em um evento grave, como o infarto agudo do miocárdio”, explicou.
Além disso, atualmente existem técnicas mais avançadas. “Hoje, dispomos de métodos de avaliação não invasiva altamente eficazes que revolucionaram o rastreamento cardíaco. Entre eles, destacam-se o teste ergométrico, a cintilografia miocárdica, a tomografia de coronárias e, mais recentemente, a ressonância magnética cardíaca”, pontuou.
“É capaz de fornecer imagens detalhadas do fluxo sanguíneo, identificar áreas de isquemia e avaliar o comprometimento do músculo cardíaco antes mesmo do surgimento de sintomas, e sem a necessidade de radiação ou contraste iodado”, acrescentou.
Em alguns casos, é necessário algo mais preciso. “Nos casos em que esses exames não invasivos indicam alterações importantes, pode-se lançar mão de métodos invasivos, como o cateterismo cardíaco. Este permite a visualização direta das artérias coronárias, medição precisa da extensão das obstruções e, se necessário, a realização imediata de procedimentos de desobstrução, como a angioplastia com colocação de stent”, detalhou.
Mas quais são as causas? O Dr. diz que podem ser diversas. “O acúmulo de placas de gordura, chamado de aterosclerose, é resultado de fatores clássicos, muitas vezes silenciosos: hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e histórico familiar de doença cardíaca”, menciona o profissional.
Na sequência, ele alerta: “Ressaltamos a influência crescente do estresse crônico e dos distúrbios do sono como agentes inflamatórios e lesivos para as paredes arteriais”. E complementa: “O controle desses fatores é plenamente possível e passa pela adoção de um estilo de vida saudável: alimentação rica em fibras e pobre em gorduras saturadas, prática regular de atividade física, abandono do cigarro, controle rigoroso do colesterol, glicemia, pressão arterial e acompanhamento médico sistemático”.
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