Maria Rita revelou que continuou trabalhando por dois anos mesmo após receber um diagnóstico de burnout intenso. Segundo a cantora, o desgaste passou a afetar a conexão emocional que sempre teve com o palco.
O relato foi feito em entrevista à jornalista Maria Fortuna, no programa Conversa vai, conversa vem, de O Globo. Durante a conversa, a artista reconheceu que manteve os compromissos apesar da orientação de diminuir o ritmo.
“Foi um diagnóstico de burnout bastante intenso, bastante pesado assim… O meu diagnóstico veio e eu continuei trabalhando durante 2 anos. Isso não é muito recomendado, não recomendo de verdade”, afirmou.
Rotina de shows e vida pessoal aumentaram o desgaste
A cantora explicou que o cansaço envolvia mais do que as apresentações. Além da carreira, precisava lidar com as responsabilidades da maternidade e os imprevistos do cotidiano, como problemas em casa e compromissos escolares dos filhos.
Na vida profissional, a agenda incluía deslocamentos de madrugada, horas no trânsito, espera em aeroportos e shows no mesmo dia da viagem.
“Acordar 5 da manhã, ficar 2 horas preso no trânsito, mais 2 horas de aeroporto, voa, chega e faz show no mesmo dia. Isso é um desgaste muito grande”, contou.
Mesmo diante das dificuldades, Maria Rita procurava preservar o público dos bastidores mais desgastantes. Para ela, apresentar sua arte sem levar esses problemas ao palco fazia parte da experiência que desejava oferecer aos fãs.
“Eu acredito piamente que eu tenho que chegar linda, maravilhosa, embrulhada num laço de fita lindo pro meu público para apresentar a minha arte, que é isso que faz a magia acontecer”, explicou.
Burnout afetou a relação de Maria Rita com o palco
Com o passar do tempo, a artista percebeu que o esgotamento também interferia em sua entrega durante os shows. A mudança, segundo ela, era sobretudo afetiva e emocional.
“O meu controle em cima do palco, o controle de mim mesma em cima do palco, daquela paixão, daquela entrega, começou a me escapar”, relatou.
O espaço associado à paixão pela música passou, então, a refletir os efeitos da rotina exaustiva. Ao recordar o período, Maria Rita reforçou que não recomenda seguir trabalhando no mesmo ritmo após um diagnóstico como o que recebeu.







