Familiares e amigos estão se despedindo de Juliana Marins nesta sexta-feira, 4. A jovem brasileira faleceu no vulcão Rinjani, na Indonésia, após sofrer uma grave queda que fraturou seu tórax e a fez ter uma hemorragia interna. O corpo da publicitária chegou ao Brasil no início dessa semana e, agora, está sendo velado em Niterói, sua cidade natal.
A cerimônia acontece no Cemitério e Crematório Parque da Colina a partir das 10h. O público poderá deixar suas condolências até meio-dia. Após isso, as portas serão fechadas e as despedidas serão exclusivas para a família e amigos mais próximos até as 15h.
Laudo da morte
O corpo de Juliana chegou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, nesta última terça-feira, 1º, e foi direto ao Rio de Janeiro. A família pediu para que a Defensoria Pública da União solicitasse uma nova autópsia em território nacional para comprovar a causa da morte da jovem. O laudo deve sair em sete dias.
“Ainda na segunda-feira, fomos procurados pela Defensoria Pública da União para providenciar a cremação. Por conta da documentação que precisava ser reunida, entramos com o pedido na Vara de Registros Públicos na quarta-feira (3), mas, para a autorização da cremação, ainda faltavam a comprovação da realização da nova autópsia no Brasil e a liberação do corpo pela Justiça Federal. Apresentada essa documentação, conseguimos obter a cremação”, disse o defensor público Marcos Paulo Dutra Santos, coordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, à imprensa.
E acrescentou: “Embora a nossa atuação diga respeito à cremação, essa é uma forma de resguardar a dignidade humana da Juliana, considerando o desejo pela cremação — dignidade essa que, ao que tudo indica, foi muito negligenciada pelas autoridades da Indonésia. O direito à dignidade humana compreende o direito ao luto”.
A certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta baseou-se na autópsia realizada pelos médicos na Indonésia, mas não declarou o momento exato da morte de Juliana, o que incomodou a família enlutada. O médico indonésio Ida Bagus Alit afirmou que a principal causa da morte foi uma fratura nas costas e no tórax.
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