Após anos de luta contra complicações causadas por trombofilia, o arquiteto Luiz Perillo, de 35 anos, faleceu na terça-feira (30), uma semana após passar por um transplante multivisceral considerado de altíssima complexidade. O procedimento, realizado no dia 23, envolveu a substituição de cinco órgãos abdominais, estômago, fígado, intestino, pâncreas e rim, provenientes de um único doador.
O caso de Luiz chamou atenção pela raridade da cirurgia e pela longa espera enfrentada por ele: foram quatro anos de internações, hemodiálises e expectativa por um transplante compatível. A confirmação da morte foi feita por sua mãe, Jussara Martins, através de uma publicação emocionante nas redes sociais. “Que o Senhor te receba de braços abertos. Você lutou bravamente”, escreveu ela. Em seguida, completou a mensagem: “Te amarei para sempre. Descanse em paz”.
Diagnosticado com trombofilia, uma condição que favorece a formação de coágulos no sangue, Luiz teve a veia que drena o sistema digestivo comprometida, o que resultou na falência progressiva dos órgãos da região abdominal. Pouco antes da cirurgia, o arquiteto usou seu perfil no Instagram para agradecer à família do doador, um jovem de 21 anos, e compartilhou detalhes do momento delicado que estava vivendo.
“A notícia que eles deram pra gente é que é um jovem de 21 anos. E, até o momento, os órgãos estão ótimos”, revelou em vídeo publicado antes de ser levado ao centro cirúrgico. Na ocasião, ele também compartilhou imagens da chegada ao centro cirúrgico, onde apareceu deitado em uma maca e sendo acompanhado pela equipe médica do hospital em São Paulo.
Segundo informações da família, a primeira fase da cirurgia teve duração aproximada de 12 horas e foi responsável pela implantação de quatro órgãos. O transplante do rim estava previsto para o dia seguinte. Já no sábado (27), Luiz Perillo passaria por um terceiro procedimento, para o fechamento do abdômen.
A trajetória de Luiz mobilizou seguidores e amigos nas redes sociais, onde ele sempre compartilhou com transparência os altos e baixos do processo. Sua história deixa como legado uma mensagem de coragem e gratidão à doação de órgãos.
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