A cantora Fafá de Belém, aos 69 anos, abriu o jogo sobre a forma como o corpo feminino é retratado na música brasileira. Em entrevista à revista Veja, ela destacou que “o corpo [feminino] é tratado de uma forma machista”, afirmando que muitas canções colocam as mulheres em posições desrespeitosas. Apesar das críticas, a artista paraense deixou claro que não iria mencionar nomes específicos.
Segundo Fafá, o problema se torna evidente ao comparar artistas nacionais e internacionais. “Você vê a Beyoncé de quatro? Você vê a Rihanna de quatro? Mas você vê os rappers, os caras cheios de cordão, cantando letras nem sempre bacanas objetificando as mulheres que estão lá”, afirmou. Para ela, muitas cantoras brasileiras reforçam estereótipos, transformando a mulher em “um pedaço de carne balançando”.
Questionamentos e liberdade pessoal
Durante a entrevista, Fafá de Belém lembrou que chegou a pedir ao motorista de um táxi para desligar o rádio ao ouvir letras que considerava ofensivas. “Algumas colocam a mulher em um lugar sórdido. Eu pessoalmente não gosto”, declarou. Questionada se se referia à Anitta, ela negou. “Tem tantas pessoas, nunca digo ninguém diretamente. São meninas que estão começando e começam do jeito errado”, completou.
Ao falar sobre si mesma, a cantora explicou como encara seu próprio corpo e envelhecimento. “Me vejo como uma mulher livre. Cheguei aos 50 anos gorda, com decote nos peitos que não eram para seduzir ninguém, mas porque me acho bonita e adoro”, afirmou. Fafá ressaltou que buscou valorizar a sensualidade amazônica, lembrando ícones como “Maria Bethânia e Gal Costa”, consideradas por ela exemplos de beleza e autenticidade feminina.
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