Campeão do mundo em 2002, ex-atacante comparou a preparação de sua geração com a equipe eliminada da Copa do Mundo de 2026.
O ex-jogador Edilson Capetinha fez duras críticas à atual geração da Seleção Brasileira após a eliminação na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista, o campeão mundial de 2002 comparou a preparação de sua equipe com a dos jogadores atuais e afirmou que o excesso de conforto pode prejudicar o desempenho dentro de campo.
Para o ex-atacante, que teve passagem pelo Vitória, a formação de novos talentos no Brasil também preocupa.
“A formação da gente está precária. A gente não consegue formar mais jogadores de nível para jogar na Seleção Brasileira”, afirmou.
Edilson compara Copa de 2002 com a de 2026
Durante a entrevista, Edilson relembrou a campanha do pentacampeonato mundial e destacou que, na época, o foco dos jogadores era exclusivamente a competição.
Segundo ele, a concentração da delegação era muito mais rígida do que a vivida atualmente.
“Nós estávamos indo jogar uma Copa do Mundo. É muito glamour, muita mulher, muita esposa. Eu sei que todo mundo quer estar ao lado da esposa, mas é uma Copa do Mundo, é um mês. Pode se dedicar um pouco mais, pode ficar um pouco mais concentrado, todo mundo junto.”
“A gente não tinha nem telefone”
O trecho que mais repercutiu foi quando o ex-atacante lembrou das limitações enfrentadas pela Seleção Brasileira durante a campanha do título em 2002.
“A Copa de 2002 a gente ganhou porque nem telefone a gente tinha. Tinha um telefone só que a gente pegava emprestado para saber como estava a família.”
Edilson também afirmou que os momentos de lazer eram bastante limitados durante o torneio.
“A gente tinha quatro horas de folga na Copa do Mundo de 2002. O máximo que conseguia fazer era ir jantar em um lugar diferente.”
Ex-jogador cobra mais foco da Seleção Brasileira
Na avaliação do ex-jogador, disputar uma Copa do Mundo exige dedicação integral e máxima concentração durante todo o período da competição.
“Agora os caras têm, em uma Copa do Mundo, dois dias para poder passear. Gente, a Copa do Mundo não é brincadeira. É o maior torneio esportivo do mundo. Você precisa estar preparado física, técnica e psicologicamente para encarar uma Copa do Mundo”, concluiu.
As declarações de Edilson Capetinha repercutiram nas redes sociais e reacenderam o debate entre torcedores sobre a preparação e o comprometimento da atual geração da Seleção Brasileira após a eliminação no Mundial de 2026.







