Maíra Cardi está dando o que falar nas redes sociais ao expôr a rotina de sua filha, Sophia, com seu marido, Thiago Nigro. A influenciadora revelou que os dois passam 1 hora juntos no banho, o que gerou inúmeras críticas na web. Em entrevista ao Mais Novela, o Dr. Iago Fernandes, médico especialista em saúde mental, analisou a situação.
“O banho compartilhado muitas vezes é um ato de cuidado corporal e vincular. O toque, a contenção e a rotina do banho favorecem o vínculo de apego seguro e sensações de cuidado. A teoria do apego e a clínica psicanalítica já mostraram que a responsividade e a presença do cuidador criam uma ‘base segura’ para o desenvolvimento emocional”, disse o profissional.
Entretanto, ele ainda revelou que, a partir de determinada idade, isso pode trazer desconforto para a criança. “A partir do momento em que a criança começa a desenvolver senso de privacidade, identidade corporal e autonomia — especialmente do pré-escolar em diante, e de forma mais marcante na pré-adolescência —, a continuidade de práticas íntimas pode gerar confusão de limites, desconforto e constrangimento.”
Ele lembra ainda que “organizações de proteção infantil reforçam que qualquer prática que exponha sexualmente a criança, viole limites ou a coloque em risco deve ser evitada”. Mas existem efeitos negativos sobre essa prática? Segundo o médico, a vergonha e constrangimento podem evoluir para um evitamento social e até mesmo problemas de autoestima.
Por isso, Dr. Iago reforça que o impacto depende do contexto: “Casos únicos, com afeto e sem frustração ou coação, têm risco muito menor do que práticas repetidas, impostas ou feitas em idades inadequadas. O ponto central é sempre o respeito aos limites da criança.”
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